Desafios na Caminhada para o Senado
O deputado federal Zeca Dirceu almeja uma cadeira no Senado representando o Paraná, mas enfrenta entraves significativos dentro do seu próprio partido, o PT. A sigla já tomou uma decisão importante: pretende apoiar apenas um nome para as duas vagas disponíveis nesta eleição. Este candidato será o atual diretor-geral da Itaipu, Enio Verri.
Segundo Arilson Chiorato, presidente do PT paranaense, “A outra candidatura será oferecida aos partidos que estamos buscando para a chapa. Essa é a prioridade”. Essa declaração deixa claro que a estratégia do partido é focar na formação de uma coligação forte, o que, aparentemente, coloca Zeca Dirceu em uma posição desfavorável.
Petistas que conversaram com a coluna afirmaram que a candidatura de Zeca ao Senado só será viável caso o PT não consiga estabelecer uma coligação mais ampla, que incluísse partidos como o PSB. O receio é que, ao tentar buscar um espaço para Dirceu, o partido comprometa suas chances de sucesso nas urnas.
Além disso, o PT tem preocupações sobre o futuro de sua representação na Câmara. Existe um temor de que, caso Zeca concorra e não seja eleito, o partido possa ficar sem a cadeira que ele ocupa atualmente, o que seria um duro golpe para a sigla. A estratégia parece visar não apenas a ocupação de cargos, mas também a preservação da força política do PT no estado.
A recente foto que selou a aliança entre o PT e Requião Filho, do PDT, como candidato ao governo, evidenciou a figura de Enio Verri e Chiorato em destaque, reforçando a ideia de que o partido está direcionando seus esforços em torno de uma candidatura única e consolidada para o Senado. Essa movimentação é vista como uma tentativa de consolidar uma frente unida frente aos desafios eleitorais que se aproximam.
Com esse cenário em jogo, a trajetória de Zeca Dirceu e as decisões do PT serão acompanhadas de perto, uma vez que impactarão não apenas as eleições deste ano, mas também a dinâmica política do Paraná em um futuro próximo.
