Um espaço histórico para um evento inovador
A feira ‘Modernos Eternos BH’, que acontecerá em junho e julho deste ano, está gerando grande expectativa. O local escolhido para a 11ª edição do evento é a Escola Estadual Pedro II, um dos mais belos edifícios de Belo Horizonte, que celebra seu centenário em setembro. Projetada pelo arquiteto Carlos Santos, a construção exibe um estilo neocolonial que remete ao barroco mineiro e ao colonial português, atraindo olhares e corações.
A Escola Estadual Pedro II, erguida sob a égide do governo Mello Viana, leva o nome em homenagem ao imperador Dom Pedro II, um defensor incansável do conhecimento, das artes e da ciência. Reconhecido por seu papel na história cultural brasileira, Dom Pedro II é um símbolo de educação e progresso. A partir do segundo semestre de 2026, a escola passará por um abrangente processo de restauração, focando em melhorias estruturais para garantir acessibilidade e conforto aos seus frequentadores.
A tradição da feira e suas edições
Desde sua estreia em 2016, a ‘Modernos Eternos’ tem se destacado pela escolha de locais únicos para suas edições. A primeira edição aconteceu no Solar Pentagna Guimarães, no Jardim Cidade, seguido por um espaço brutalista no Clube dos Caçadores, que serviu como sede nos anos de 2017 a 2019. A edição de 2020, adaptada ao formato virtual devido à pandemia, ocorreu na Casa Pouso Geométrico, também no Bairro Mangabeiras.
Outros espaços marcantes que receberam a feira incluem o Colégio Arnaldo, que abrigou duas edições, e o P7 Criativo, localizado na Praça Sete. O Instituto de Educação e a Escola Estadual Afonso Pena também foram escolhidos para edições anteriores, mostrando a flexibilidade e a força da feira ao longo dos anos.
Projetos e homenagens culturais em Belo Horizonte
A produtora Danusa Carvalho, à frente da Casulo Cultura, já tem um calendário repleto de atividades para 2026, incluindo o lançamento de um livro, uma exposição e um minidocumentário em homenagem aos 75 anos do Servas. Este projeto, que conta com a curadoria artística da Grecco Design, irá destacar as trajetórias e legados das presidentas que lideraram a instituição. Patrocinado pela Cemig, o minidocumentário será dirigido por Mariana Borges e terá gravações realizadas em locais icônicos, como o Palácio da Liberdade e o Palácio das Mangabeiras.
Além disso, estão previstos documentários sobre mestres das escolas de samba de Belo Horizonte, oficinas de ritmo voltadas à nova geração das agremiações e o ciclo de palestras “Territórios do Samba”, que ocorrerá no Mercado da Lagoinha, misturando música, gastronomia e debates em um ambiente enriquecedor.
Celebrando a música e o teatro
O dia 27 de janeiro marcará o lançamento do oitavo álbum da cantora mineira Carolina Serdeira, intitulado “Doce”, celebrando 18 anos de carreira e uma nova fase internacional. O evento de lançamento será realizado no Clube de Jazz do Café com Letras, prometendo emocionar o público.
Por outro lado, a 51ª Campanha de Popularização do Teatro e Dança está em andamento até 8 de fevereiro, com Maurício Canguçu e Ilvio Amaral liderando o número de apresentações nesta edição. O público poderá conferir as peças “Acredite, um espírito baixou em mim”, “Maio – Antes que você me esqueça” e “Colisão”. Além disso, a dupla está envolvida na produção de “Água joia rara”, uma peça infantil, e dirigem as comédias “Guaraparir” e “Perigo, mineiros em férias”. Ílvio é responsável pela direção de “Como vencer a burocracia sem ter um infarto”, enquanto Maurício assume a direção em “Desesperados”.
