Desvendando a Ancestralidade Feminina na Agroecologia
A partir de segunda-feira, dia 12, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), localizado em Belo Horizonte (MG), abre suas portas para a exposição fotográfica intitulada “Raízes e Ancestralidade”. Essa mostra é uma verdadeira celebração da força das mulheres produtoras rurais da Bacia do Paraopeba, em Minas Gerais. Por meio de imagens impactantes, a exposição destaca práticas agroecológicas, modos de vida tradicionais e saberes que são transmitidos de geração para geração.
A visitação é totalmente gratuita e está aberta ao público das 10h às 16h, durante todo o período em que a mostra estiver em cartaz. As fotografias expostas não apenas retratam essas mulheres, mas também revelam a profunda conexão que elas mantêm com a terra, o território e a preservação do meio ambiente. Trata-se de um trabalho que documenta a força, a memória e a resiliência das comunidades rurais da região, proporcionando ao público uma visão enriquecedora sobre identidades rurais, sustentabilidade e o papel da ancestralidade feminina.
De acordo com Lídia Viana Bento, fotógrafa e organizadora da exposição, “a mostra é fruto de um livro fotográfico que retrata as mulheres que vivem do campo e da terra na região da Bacia do Paraopeba. O objetivo é preservar o saber ancestral das mulheres que retiram seu sustento da terra”.
Este projeto resulta de uma profunda pesquisa de campo, onde se buscou escutar as histórias dessas mulheres com sensibilidade, aliando produção visual à valorização da rica cultura mineira. Ao trazer à luz essas narrativas, a exposição também reforça a importância da memória cultural e do protagonismo feminino na construção de territórios justos e sustentáveis.
Em tempos em que a discussão sobre sustentabilidade e preservação ambiental se torna cada vez mais urgente, iniciativas como essa mostram a relevância das práticas agroecológicas e o papel fundamental das mulheres que, muitas vezes, permanecem invisíveis. A exposição “Raízes e Ancestralidade” não é apenas uma vitrine da fotografia, mas um convite à reflexão sobre a identidade rural e a força transformadora das mulheres que labutam na terra.
