Governo Lula Intensifica Esforços para Regulamentar Big Techs
No cenário político atual, o Palácio do Planalto busca abrir uma nova frente de discussões no Congresso Nacional sobre a regulação das grandes empresas de tecnologia. A estratégia deve ser implementada ainda no primeiro semestre deste ano. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), reconhece que o tema é considerado um tabu no Parlamento, mas acredita que é fundamental que o governo enfrente essa questão. Em breve, uma proposta para a operação das chamadas big techs no Brasil deve ser encaminhada aos legisladores.
“Nós não podemos deixar esse negócio do jeito que está”, disse Guimarães ao PlatôBR. Ele enfatizou a necessidade de iniciativa por parte do governo, afirmando: “Esse é um assunto proibido, mas nós não vamos aceitar. E eu creio que a iniciativa deve partir do governo”. Para ele, “é um assunto que exige coragem”, ressaltando a importância de abordar a regulação das big techs de maneira proativa.
Dentro do próprio governo Lula, existe uma divisão de opiniões. Enquanto uma ala defende o avanço nas regulamentações, outra prefere minimizar o tema, especialmente em um momento de reaproximação com o governo Donald Trump, após a crise de tarifas. Essa ala argumenta que interferir nos interesses das principais big techs, que são em sua maioria americanas, pode aumentar a tensão com o republicano.
No ano de 2025, o debate sobre a regulação acabou ficando em segundo plano, mesmo na pauta do governo, que decidiu priorizar a aprovação de propostas econômicas no Congresso. A resistência à discussão da regulação das grandes empresas de tecnologia é forte tanto na Câmara quanto no Senado, o que se torna um obstáculo para os planos do Planalto de avançar nesse tema. A luta pela regulamentação das big techs não é apenas uma questão política, mas também um reflexo das tensões entre os interesses econômicos e as necessidades de proteção do consumidor e da soberania digital.
