Governador de Minas Gerais em Foco
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo (NOVO), confirmou que deixará seu cargo no dia 22 de março para se dedicar à sua candidatura à Presidência da República. A equipe de Zema já está organizando um evento para a transferência oficial do governo ao vice-governador, Mateus Simões, do PSD, que será o candidato apoiado por ele na disputa pelo governo estadual.
De acordo com a legislação eleitoral, o governador mineiro tem até 4 de abril para se afastar do cargo, uma exigência que visa evitar o abuso de poder econômico e político durante as eleições, utilizando recursos da administração pública em benefício da campanha.
Desdobramentos da Candidatura
Na última segunda-feira (12), durante um evento, Zema afastou a possibilidade de assumir a vice-presidência em uma chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele reafirmou seu compromisso com a pré-candidatura à presidência, enfatizando que está concentrado em sua própria corrida eleitoral.
A sugestão de que Zema poderia ser o candidato a vice foi levantada pelo senador Ciro Nogueira (PP) em uma entrevista ao jornal O Globo, onde ele apontou Zema como um forte nome para compor a chapa bolsonarista. No entanto, tanto Zema quanto Flávio Bolsonaro desmentiram a hipótese de uma aliança nesse sentido, com o senador ressaltando que Zema é um governador bem avaliado e que possui seu próprio projeto político.
Cenário Eleitoral em Minas Gerais
Enquanto a direita nacional se mostra fragmentada em relação à candidatura presidencial, o foco nas eleições para o governo de Minas é buscar a unificação. O vice-governador Mateus Simões destacou essa intenção durante uma agenda pública nesta terça-feira (13), mencionando a possibilidade de aliança com o senador Cleitinho, do Republicanos, visando uma chapa única para a eleição.
Além de Simões e Cleitinho, outros nomes estão na disputa pelo governo de Minas. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, recentemente se filiou ao PDT e é um dos concorrentes fortes. O senador Rodrigo Pacheco (PSD), que conta com o apoio do presidente Lula, também é cogitado como possível candidato, embora ainda não tenha confirmado sua participação na corrida eleitoral.
Com um cenário político em constante mudança e novas alianças sendo consideradas, as eleições em Minas prometem ser um campo de batalha significativo nas próximas semanas, refletindo as dinâmicas e os desafios enfrentados por candidatos em nível nacional.
