Desafios e Oportunidades para a Cemig
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, em coletiva na última quinta-feira (15), que o futuro da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) é preocupante se a empresa não se tornar uma corporation. A declaração foi feita durante a inauguração de um novo sistema de energia no município de Serra da Saudade, localizado no Centro-Oeste do estado.
Zema destacou que, de acordo com a legislação federal, as estatais enfrentarão desafios significativos. “A lei é clara: empresas públicas não terão um caminho fácil”, ponderou. O governador mencionou que o estado já avançou na privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e, se a Cemig seguir o mesmo caminho, isso seria “excelente para os mineiros”.
Ele também comentou sobre a transição de governo: “Estarei passando o cargo para o vice-governador, Mateus Simões, e espero que esse projeto evolua durante sua gestão ou na próxima”.
Vice-Governador Afirma: Privatização Não Está em Planos
Matheus Simões, que acompanhava Zema no evento, negou que o governo tenha qualquer plano de vender parte da participação do estado na Cemig, como está sendo feito com a Copasa. Segundo ele, essas propostas nunca foram discutidas ou prometidas. “A intenção é transformar a Cemig em uma corporação, uma empresa moderna e ágil, com listagem na Ibovespa+, e isso será debatido na Assembleia”, assegurou Simões, lembrando que o projeto já foi enviado para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O vice-governador também comentou que a Cemig foi oferecida ao governo federal no contexto do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e destacou que, se a proposta for aceita, a companhia precisará se tornar uma corporation. Simões revelou que a resposta do Palácio do Planalto ainda não chegou e que, caso haja uma manifestação até o início de 2026, a discussão na ALMG ocorrerá no primeiro semestre. Caso contrário, a proposta pode ser adiada para o fim do ano ou início de 2027.
Posição do Presidente da Cemig sobre Privatização
Ao ser questionado sobre o andamento das conversas para uma possível privatização da empresa e os problemas que ela poderia enfrentar caso isso não ocorra, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, afirmou ao Diário do Comércio que este tema é de competência do acionista controlador. Contudo, Passanezi demonstrou confiança na capacidade da companhia de realizar os investimentos necessários. O plano para o período de 2026 a 2030 prevê um aporte de R$ 44 bilhões.
Esses desdobramentos sobre a Cemig revelam um cenário de incertezas, mas também de potenciais oportunidades, dependendo da direção que os gestores estaduais e a legislação federal tomem nos próximos anos. O que se aguarda agora é como o governo de Minas Gerais irá conduzir essa transformação e quais impactos isso terá sobre os consumidores e a operação da empresa, essencial para a matriz energética do estado.
