Estudo aponta cédulas falsificadas em Alagoas
Um levantamento recente do Banco Central confirmou que as cédulas de R$ 100 são as mais falsificadas em Alagoas, com dados referentes ao ano de 2025. Das 1.019 notas retiradas de circulação, 431 eram desse valor, representando uma significativa porção de 42,2% do total de cédulas falsas identificadas no estado.
O estudo também revelou que foram apreendidas outras 263 notas de R$ 200. Além delas, o Banco Central coletou cédulas de denominações menores: uma de R$ 5, duas de R$ 10, 208 de R$ 20 e 105 de R$ 50. Esses números evidenciam a persistência das fraudes na moeda brasileira, especialmente nas denominações mais altas.
Em relação ao ano anterior, Alagoas viu uma redução de 34,1% no total de cédulas falsas retiradas de circulação, caindo de 1.548 para 1.019 unidades. A análise dos dados indica que, apesar do aumento das fraudes, o combate a essa prática tem mostrado resultados positivos no estado.
Ranking de cédulas falsificadas no Brasil
No panorama nacional, São Paulo permanece em primeiro lugar no registro de cédulas falsificadas, com impressionantes 67.267 unidades apreendidas. Em seguida, Minas Gerais e Rio de Janeiro também se destacam com 28.609 e 14.129 apreensões, respectivamente. No Nordeste, a Paraíba lidera com 11.449 notas falsas, seguida pela Bahia (11.068), Pernambuco (5.576), Rio Grande do Norte (2.212) e Ceará (2.164).
Por outro lado, o Maranhão se destaca como o estado nordestino com o menor índice de cédulas falsificadas, totalizando apenas 863 unidades, seguido pelo Piauí com 884 notas. Alagoas, embora ainda enfrente o problema da falsificação, apresenta um cenário menos alarmante quando comparado a outros estados.
Fatores de queda nas falsificações em Alagoas
De acordo com o Banco Central, a queda no número de cédulas falsas em Alagoas pode ser atribuída a dois fatores principais. O primeiro é a diminuição do volume de moedas em circulação, que totalizou 3,7 milhões de cédulas em 2025. Em segundo lugar, destaca-se o crescente uso de transações via Pix, que tem contribuído para uma maior segurança nas operações financeiras.
O Banco Central alerta que a falsificação de moeda é um crime considerado grave, conforme o artigo 289 do Código Penal, que prevê penas que variam de 3 a 12 anos de reclusão. Além disso, aqueles que tentarem colocar uma cédula falsa em circulação após tomarem ciência de sua falsidade, mesmo que tenham recebido a nota de boa fé, podem enfrentar uma pena de detenção de 6 meses a 2 anos.
Orientações para evitar fraudes
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recomenda que, ao se deparar com uma cédula suspeita, o cidadão deve procurar imediatamente uma agência bancária ou a Polícia Federal. O Banco Central é responsável por recolher essas notas, que passam por um processo de perícia antes de serem retiradas de circulação. É importante lembrar que não há restituição de valores para quem recebe moeda falsa.
A Febraban enfatiza que a prevenção é a melhor estratégia contra a falsificação. Os estabelecimentos comerciais devem manter um exemplar verdadeiro para comparação e as instituições financeiras têm a obrigação de encaminhar as notas suspeitas para análise, preservando assim a integridade do sistema financeiro.
