Impactos do Acordo no PIB e na Produtividade
O recente acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado, dia 17, traz expectativas otimistas para a economia brasileira. Especialistas indicam que esse pacto pode resultar em um aumento significativo do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, com ganhos de produtividade até 2040, período em que o acordo deverá estar totalmente implementado.
De acordo com análises, a eficiência econômica será impulsionada em diversos segmentos, especialmente na indústria e no agronegócio. A importação de máquinas, equipamentos e insumos com isenções tarifárias é uma das principais vantagens do acordo, pois deve reduzir os custos de produção. Essa diminuição de despesas não apenas amplia as margens das empresas, mas também pode levar à redução dos preços finais de produtos e serviços, aumentando assim a competitividade do Brasil no cenário internacional.
“Com insumos e bens de capital mais acessíveis, as empresas se sentem incentivadas a adotar tecnologias modernas, o que eleva a produtividade tanto do trabalho quanto do capital”, explica Isadora Araújo, economista sênior da consultoria GEP.
Estudo do Ipea Revela Potencial de Crescimento
Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que o acordo pode elevar o PIB brasileiro em cerca de 0,46% até 2040. Este aumento no PIB está relacionado ao prazo necessário para que as metas e estipulações do acordo sejam totalmente alcançadas.
Além dos impactos positivos na economia, a elevação da produtividade poderá abrir espaço para aumentos reais nos salários nas empresas mais competitivas, ao mesmo tempo que incentiva novas contratações nos setores da indústria que demonstram maior dinamismo.
Oportunidades para o Agronegócio e Importações Europeias
Os setores ligados ao agronegócio têm a chance de ampliar sua presença no mercado europeu, com previsões de aumento nas exportações de produtos como carne bovina, frango, suco de laranja, etanol, soja, café verde, carne suína e café industrializado. Do outro lado, os brasileiros poderão adquirir vinhos, chocolates e queijos da Europa a preços mais acessíveis, o que representa uma troca comercial vantajosa.
Apesar das perspectivas otimistas para a economia do Brasil, os efeitos do acordo só deverão se concretizar plenamente após um período de 15 anos. Mesmo com a assinatura ocorrida em Assunção, o acordo ainda aguarda a ratificação pelos parlamentos dos países integrantes do Mercosul e da União Europeia. Em um cenário otimista, a efetiva redução das alíquotas deve começar somente no próximo ano.
