Aliados de Paes Defendem Nome Neutro para o Governo Interino
Com a confirmação de que Eduardo Paes se lançará na disputa pelo governo do Rio de Janeiro em outubro, começam a surgir discussões sobre quem assumirá o mandato-tampão após a renúncia de Cláudio Castro, que deve ocorrer para viabilizar sua candidatura ao Senado até abril. Nesse cenário, aliados de Paes têm defendido que o novo governador interino deve ser alguém “politicamente neutro” ou, pelo menos, próximo disso.
Entre os nomes cogitados, destaca-se o atual secretário da Casa Civil de Castro, Nicola Miccione. A preferência por Miccione se baseia em sua habilidade de transitar entre diferentes segmentos políticos e em sua relação funcional com o governo em exercício, além do fato de não ter uma agenda eleitoral própria. Essa combinação é vista como ideal para o período que se aproxima, onde a estabilidade será crucial.
No entanto, a candidatura de André Ceciliano, do PT, gera preocupações entre os apoiadores de Paes. Com uma trajetória política sólida e reconhecida capacidade de articulação, Ceciliano pode utilizar um eventual governo provisório como plataforma para impulsionar sua própria campanha, buscando o apoio do presidente Lula para uma futura reeleição. Isso posicionaria Paes como um palanque significativo para o presidente no estado, o que não é visto com bons olhos por todos os aliados do atual prefeito.
Enquanto isso, no cenário político do Rio, Ceciliano recebeu um sinal positivo do presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli, do PL. Recentemente, Delaroli exonerou mais de 200 cargos comissionados ligados a gestões passadas, mas, surpreendentemente, revogou a exoneração de Ronaldo Veloso Ribeiro, um aliado do petista. Essa movimentação pode indicar uma tentativa de fortalecer a base de apoio de Ceciliano no legislativo estadual, em um momento onde alianças estão sendo testadas e formadas.
Portanto, a escolha do governador-tampão no Rio de Janeiro se torna uma questão não apenas de substituição, mas de estratégia política em um ambiente onde as articulações eleitorais são cada vez mais complexas e dinâmicas. A decisão de Paes e seus aliados poderá impactar diretamente nas eleições de outubro e na formação de novas alianças políticas no estado.
