Importância da Qualidade do Saneamento
No cenário político mineiro, o prefeito de São Pedro dos Ferros, Danilo Caldarele Dias, popularmente conhecido como Danilo DDD, expressou sua preocupação com a prestação de serviços da Copasa. Em entrevista ao programa Café com Política, transmitido na terça-feira (20/1) pelo canal no YouTube de O TEMPO, ele afirmou que, independentemente da possibilidade de privatização da companhia, é crucial que a qualidade dos serviços oferecidos à população melhore significativamente.
O prefeito enfatizou que a situação financeira de Minas Gerais, marcada por uma dívida que ultrapassa os R$ 180 bilhões com a União, deve ser considerada, mas não pode justificar a falta de atenção à qualidade do saneamento. “Não sou a favor nem contra a privatização, mas entendo a realidade do estado e a necessidade de uma solução para essa dívida”, ressaltou.
Durante a conversa, Danilo destacou que mantém um bom relacionamento com o governo estadual, liderado pelo governador Romeu Zema, do Novo. Porém, fez questão de observar que, no tocante à Copasa, os municípios não foram devidamente consultados nas discussões sobre a privatização. “Temos acesso ao governo, mas no que tange à Copasa, a nossa voz não foi ouvida. Pessoalmente, não tenho uma posição definitiva sobre a privatização; no entanto, tenho receios”, disse.
O receio do prefeito se concentra na qualidade dos serviços prestados pela Copasa, que, segundo ele, historicamente, deixa a desejar. “Temos um histórico de má qualidade na prestação de serviço. Por isso, independentemente da privatização, a Copasa precisa melhorar”, declarou Danilo, ressaltando que a eficiência deve ser uma prioridade para a companhia de saneamento.
Além disso, o prefeito reconheceu as razões que sustentam o governo de Minas na busca pela desestatização da Copasa, considerando a grave situação financeira do estado. Recentemente, Minas Gerais saiu do Regime de Recuperação Fiscal e aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). “Se o governo não conseguir uma forma de amortizar essa dívida de maneira viável, ela continuará a ser um peso, impactando negativamente serviços essenciais para os cidadãos”, argumentou.
Danilo destacou que a falta de recursos pode levar ao corte de serviços básicos. “Essa dívida se mantém como um entrave, e os cidadãos são os mais afetados com a possibilidade de não receber serviços adequados”, concluiu. A defesa pela melhoria na prestação de serviços da Copasa, independente do futuro da companhia, reflete a preocupação de muitos gestores municipais em Minas Gerais, que buscam garantir o bem-estar da população em meio a um cenário econômico desafiador.
