Risco Hidrológico nas Regiões Brasileiras
No dia 22 de janeiro de 2026, a previsão dos riscos relacionados a eventos geo-hidrológicos em diversas regiões do Brasil aponta para cenários preocupantes. A análise realizada pelo setor competente destaca a situação em diferentes estados, com ênfase nas possibilidades de inundação, alagamentos e enxurradas.
Região Norte: Acre e Amazonas
Para a Região Norte, especialmente nos estados do Acre e Amazonas, o risco de inundação gradual é classificado como MODERADO. Essa situação decorre do extravasamento de rios e igarapés nas áreas geográficas de Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Tefé. A expectativa é de que as ondas de cheia impactem rios principais e afluentes, intensificadas pelas chuvas bem distribuídas previstas para a região nos próximos dias.
Região Sudeste: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo
Na Região Sudeste, a previsão é alarmante. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo enfrentam um RISCO ALTO. As regiões de Juiz de Fora, Belo Horizonte, Campos dos Goytacazes, Petrópolis, Cachoeiro do Itapemirim, São Mateus e Vitória são especialmente vulneráveis a enxurradas, extravasamento de canais e alagamentos. Isso se deve aos altos níveis de chuva registrados, somados à previsão de precipitações persistentes, que podem resultar em acumulados significativos.
Particularmente nas áreas litorâneas do Espírito Santo, destaca-se o risco de inundação em rios de pequeno porte, agravado pelo coeficiente de maré elevado, que deve continuar a impactar a região nos próximos três dias. Além disso, a possibilidade de enxurradas urbanas e alagamentos em áreas com drenagem deficiente nas regiões de Ipatinga (MG) e Colatina (ES) é considerada MODERADA, levando em conta os acumulados de chuva dos últimos dias e novas pancadas isoladas previstas.
Risco Geológico: Alertas para Movimentos de Massa
O risco geológico também merece atenção especial, sobretudo no Sudeste. A probabilidade de movimentos de massa, como deslizamentos de terra, é classificada como ALTA nas regiões de Juiz de Fora, Ipatinga, Belo Horizonte e Governador Valadares, em Minas Gerais. Este risco é particularmente acentuado nas áreas urbanas, que apresentam uma alta concentração de terrenos vulneráveis. O acumulado de chuvas e as previsões indicam que esse cenário pode se agravar, resultando em deslizamentos nas encostas e margens de rodovias.
Além disso, a probabilidade é considerada MODERADA em Patos de Minas, Teófilo Otoni e Barbacena (MG), bem como em regiões do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A forte suscetibilidade a deslizamentos, combinada com os acumulados de chuva e a previsão de pancadas de forte intensidade, eleva a preocupação sobre possíveis deslizamentos pontuais em áreas urbanas e rodovias.
Região Norte: Preocupações em Manaus
Na Região Norte, especificamente em Manaus, o risco de eventos de movimentos de massa é classificado como MODERADO. A situação é preocupante devido à alta suscetibilidade da área a esses fenômenos, somada aos altos níveis de chuva já registrados e à previsão de chuvas fracas ao longo do dia. Este contexto eleva a chance de ocorrências inesperadas de deslizamentos, que podem afetar tanto áreas urbanas quanto as margens de rodovias.
A análise dos riscos geo-hidrológicos revela um panorama desafiador para diversas regiões do Brasil. A população local deve se manter informada e atenta às orientações das autoridades, especialmente diante de um cenário meteorológico instável.
