Avaliação dos Riscos Hidrológicos
No dia 26 de janeiro de 2026, o Brasil enfrenta uma série de riscos geo-hidrológicos, conforme as condições climáticas se apresentam nas diferentes regiões do país. As informações a seguir detalham as previsões e os alertas emitidos por órgãos competentes, visando preparar a população e minimizar danos.
Risco Hidrológico
Na Região Norte, que abrange Acre e Amazonas, a possibilidade de inundação gradual é considerada moderada. O extravasamento de rios e igarapés nas áreas ribeirinhas das Regiões Geográficas Intermediárias de Cruzeiro do Sul, Rio Branco (AC), Lábrea e Tefé (AM) pode ocorrer devido à propagação das ondas de cheia nos principais rios e afluentes. Essa expectativa é reforçada pela previsão de chuvas nos próximos dias, que intensificam o cenário de risco.
Na Região Sudeste, que inclui os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a situação é similar, com uma avaliação moderada para potenciais enxurradas urbanas. As cidades de São José dos Campos (SP), Volta Redonda, Barra Mansa, Petrópolis e Rio de Janeiro (RJ), além de Pouso Alegre e Belo Horizonte (MG) enfrentam riscos de extravasamento de córregos e alagamentos em áreas com drenagem deficiente. O acúmulo de chuvas nas últimas 48 horas, combinado com a previsão de novas pancadas de chuva, pode gerar problemas significativos para a população.
Ainda na Região Sudeste, o risco de inundação é moderado para municípios que margeiam o rio São Francisco e seus afluentes, como Montes Claros (MG), Governador Valadares (MG), Colatina e São Mateus (ES). As elevações dos níveis dos rios, aliadas aos altos acumulados pluviométricos registrados, aumentam a preocupação com as cheias. Municípios como Juiz de Fora (MG) e Campos dos Goytacazes (RJ) também estão sob alerta por conta do rio Muriaé e seus afluentes.
Risco Geológico nas Regiões Atingidas
O risco geológico é uma preocupação especialmente nas Regiões Sudeste e Norte. No Sudeste, a possibilidade de eventos de movimentos de massa nas áreas do Rio de Janeiro e de Volta Redonda-Barra Mansa é considerada alta. Essa avaliação é um reflexo das altas taxas de precipitação, que superam 120 mm em 72 horas em algumas localidades. A previsão de novas chuvas intensas pode ocasionar deslizamentos de terra e quedas de barreiras em rodovias, impactando a segurança dos cidadãos.
As regiões de Petrópolis (RJ), Belo Horizonte, Divinópolis, Varginha, Pouso Alegre, Barbacena e Juiz de Fora (MG) também enfrentam riscos moderados de movimentos de massa. Os elevados acumulados de chuva, que ultrapassam 100 mm em 72 horas, tornam essas áreas suscetíveis a deslizamentos pontuais, exigindo atenção por parte das autoridades e da população local.
No Norte, a situação na Região Geográfica Intermediária de Manaus é semelhante, com risco moderado para eventos de movimentos de massa. Os acumulados prévios de chuva, junto com a previsão de pancadas ao longo do dia, podem resultar em deslizamentos em encostas vulneráveis a esses processos.
Diante desse panorama, é fundamental que a população mantenha-se atenta às orientações das autoridades locais e aos alertas climáticos. O acompanhamento das condições meteorológicas e a adoção de medidas preventivas podem ajudar a minimizar os impactos desses fenômenos naturais.
