Mobilização para a Candidatura de Marília Campos
A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais, deputada estadual Leninha, revelou que o partido está se empenhando para confirmar a candidatura de Marília Campos ao Senado até fevereiro de 2026. Durante uma entrevista ao Estado de Minas, Leninha afirmou que a legenda está seguindo o mesmo cronograma estabelecido pela prefeita de Contagem para tomar essa decisão crucial.
Segundo Leninha, um grupo de trabalho eleitoral foi criado e começará, ainda nesta semana, as reuniões formais com Marília para discutir as condições políticas apresentadas por ela. A deputada destacou que, na última reunião do diretório estadual, houve um consenso em relação ao nome de Marília, que agora é vista como a candidata do PT para a disputa senatorial, sem qualquer divergência interna.
Expectativas e Próximos Passos
“Temos um grupo de trabalho eleitoral e nesta quarta-feira faremos a primeira conversa com a Marília. Durante nossa reunião, ficou claro que a Marília é nossa candidata ao Senado e isso não está em dúvida”, declarou à reportagem. Contudo, Leninha ressaltou que alguns dos requisitos propostos por Marília não dependem apenas do diretório estadual do PT.
Nesse sentido, a importância do encontro nacional do partido, que ocorrerá na próxima semana em Salvador (BA), ganha destaque. Este evento contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em comemoração ao aniversário do PT, além do presidente nacional do partido, Edinho Silva. Leninha espera que esse encontro possa alinhar a postura do PT em nível nacional e possibilitar um anúncio oficial da candidatura de Marília ao Senado ainda em fevereiro.
Prazo para Decisão e Condições Eleitorais
A declaração de Leninha surge após Marília Campos estabelecer um prazo definitivo para a sua candidatura. Em uma entrevista exclusiva ao Estado de Minas, a prefeita condicionou sua possível candidatura ao Senado a uma definição clara do partido até o fim de fevereiro. Após esse período, segundo ela, a possibilidade estaria encerrada.
Marília acrescentou que esse prazo não diz respeito apenas à dinâmica partidária, mas também a questões políticas e administrativas. Sendo prefeita em seu quarto mandato, ela ressaltou que uma candidatura ao Senado exigiria sua renúncia ao cargo, o que demanda um planejamento eficaz e diálogo com a população. “Eu me coloquei à disposição, mas o PT ainda não tomou uma decisão. Não conversei com o presidente Lula e acredito que tudo isso precisa ser bem estruturado”, destacou.
Perspectivas Eleitorais e Apoio Necessário
A prefeita mencionou que sua decisão de se colocar como candidata surgiu após a divulgação de pesquisas eleitorais que a colocaram em posição de destaque na corrida pelo Senado em Minas Gerais. “Não estou reivindicando, mas em função do cenário eleitoral, onde o presidente Lula precisa de um forte palanque, nada seria mais efetivo do que uma mulher com experiência, tendo sido prefeita quatro vezes e com um histórico de mandato”, apontou.
Entre as condições que ela apresentou para aceitar a candidatura, Marília enfatizou a necessidade de um apoio explícito de Lula. Para ela, é fundamental que a sinalização do presidente seja clara e pública. Além disso, sua entrada na disputa depende da garantia de uma estrutura partidária robusta que possa sustentar uma campanha efetiva, considerando a complexidade de percorrer os 853 municípios de Minas Gerais.
Garantias para uma Campanha Sólida
“Para que eu seja candidata, eu preciso de algumas condições. Uma delas é ter o apoio declarado do presidente Lula. Eu gostaria que ele dissesse: ‘Marília, você é a minha candidata do coração’. Quero essa conexão com o presidente. Além disso, o PT deve assegurar que, ao decidir me apoiar, ofereça toda a infraestrutura necessária para uma campanha eficaz, pois não podemos subestimar a dimensão de Minas Gerais”, disse Marília.
A prefeita também cobrou que o PT defina de maneira clara sua estratégia para a eleição ao Senado, lembrando que, apesar de serem duas vagas em disputa, o cenário atual tende a favorecer apenas um candidato do campo progressista. Nesse sentido, Marília defendeu que o partido concentre esforços em uma única candidatura principal, evitando composições que se assemelhem ao mesmo perfil eleitoral na chapa.
Ao comentar sobre especulações a respeito de outros nomes no campo governista, como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), Marília afirmou que mantém uma boa relação institucional, mas reforçou a necessidade de viabilidade eleitoral como critério fundamental.
