Ação e Comprometimento nas Eleições de 2026
A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, manifestou sua opinião durante um café da manhã com jornalistas sobre a necessidade de os integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva se mobilizarem para as eleições de 2026. Ao ser questionada sobre a resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em candidatar-se contra o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ela afirmou: ‘Não podemos permitir que a extrema-direita volte ao poder. O presidente Lula tem consciência dessa responsabilidade e, por isso, todos devem ‘vestir a camisa’ e dar o melhor de si. Acredito que todos os nossos quadros, incluindo Haddad, devem ser candidatos nesta disputa.’
A preocupação de Gleisi se intensificou após Haddad sinalizar que prefere coordenar a campanha presidencial de Lula, ao invés de entrar na corrida estadual. Essa postura gerou um debate interno sobre a melhor estratégia para enfrentar a extrema-direita e garantir a continuidade do governo progressista.
Gleisi também citou sua própria trajetória como exemplo. Ela tinha a intenção de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, cargo que já ocupou, mas foi persuadida por Lula a se candidatar ao Senado pelo Paraná. ‘Inicialmente, meu plano era aumentar nossa bancada na Câmara. O PT teve um crescimento significativo em 2022, e nossa meta é alcançar entre 80 e 85 deputados’, afirmou, esclarecendo que a prioridade do Planalto é garantir vagas no Senado Federal.
Além disso, a ministra confirmou que deixará o cargo na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para concorrer nas eleições, com Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselhão, assumindo seu lugar até sua saída programada para abril.
Rodrigo Pacheco e as Eleições em Minas Gerais
Durante a conversa, Gleisi também comentou sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reafirmando a intenção de Lula em convencê-lo a ser candidato ao governo de Minas Gerais. ‘Minas é um Estado estratégico e Lula ainda insiste em Pacheco como candidato’, declarou a ministra, assegurando que uma ‘boa solução’ para Minas Gerais será encontrada.
Apesar da pressão e das expectativas, Gleisi ressaltou que a decisão final depende de um diálogo entre Pacheco e o presidente. Em uma nota divulgada em dezembro, o senador enfatizou sua boa relação com Lula e a importância do diálogo para resolver questões políticas. ‘Sempre buscaremos um entendimento’, declarou Pacheco, demonstrando abertura para conversas futuras.
