O Legado do Planeta Atlântida
Completando 30 anos, o Planeta Atlântida se destaca não apenas por suas apresentações musicais, mas também como um pilar essencial da economia e da cultura no Rio Grande do Sul. A cada edição, milhares de pessoas invadem as praias e movimentam o comércio local, alterando a rotina de cidades como Xangri-Lá e Capão da Canoa.
Nos dias 30 e 31 de janeiro, os portões do festival são abertos, trazendo consigo um fenômeno que beneficia a economia da região. Segundo um estudo do Observatório da Secretaria Estadual de Turismo, o evento provoca aumentos significativos na movimentação econômica, superando o padrão já elevado do verão. Durante as últimas quatro edições, a atividade no litoral nos dias do festival foi, em média, 30% maior do que em outros dias dos meses de janeiro e fevereiro, que já são conhecidos pela alta demanda turística.
Transformação Econômica
Ronaldo Santini, secretário estadual de Turismo, afirma que o Planeta Atlântida redefiniu a relação do Rio Grande do Sul com o turismo e o entretenimento. Para ele, o festival não apenas se tornou um símbolo da temporada de verão, mas também impactou diretamente setores vitais, como hotelaria, gastronomia e transporte. “Ao longo dessas três décadas, o festival construiu um legado que vai além da música, organizando o calendário de verão e gerando oportunidades de emprego e renda”, destaca Santini.
As notas fiscais emitidas durante o evento, que servem como um termômetro do comércio e serviços, mostram um aumento significativo nas compras de combustível, refeições, hospedagem e outros serviços. Em 2025, o movimento econômico ultrapassou R$ 21,5 milhões por dia, totalizando R$ 43 milhões nas duas noites do festival.
Crescimento Contínuo
Nos últimos cinco anos, a movimentação econômica durante o Planeta Atlântida cresceu, em média, 19,3% ao ano. Esse crescimento reflete não só a força do festival, mas também a recuperação econômica após a pandemia.
Xangri-Lá, cidade sede do evento, sente esse impacto de maneira intensa. O prefeito Celsinho Barbosa, que acompanha o festival desde seu início, percebeu uma transformação considerável na cidade. Ele observa que o Planeta modificou os hábitos dos veranistas, atraindo visitantes que antes preferiam outras praias. “O Planeta transformou o município de Xangri-Lá. Muitas pessoas que costumavam veranear em outras localidades agora escolhem vir para cá porque os filhos querem estar aqui”, afirma Barbosa.
Expectativa e Oportunidades
A movimentação econômica durante o festival é visível: hotéis, pousadas e imóveis para aluguel ficam lotados, e o comércio experimenta um aumento nas vendas, proporcionando oportunidades de trabalho temporário para muitos moradores.
A Associação Comercial Industrial e Prestadora de Serviço de Capão da Canoa e Xangri-Lá (ACICC) revela que a edição de 30 anos gera grande expectativa em todo o Estado. Para a entidade, o fluxo de visitantes impulsiona fortemente estabelecimentos, como redes de fast food e supermercados, além de aumentar a procura por imóveis de temporada. O festival colocou Xangri-Lá “em evidência no cenário nacional”, enfatiza a ACICC.
Augusto Roesler, presidente da ACICC, comenta que o Planeta Atlântida se consolidou como um verdadeiro “patrimônio do povo”, refletindo a importância do festival na comunidade.
Sobre o Festival
O Planeta Atlântida, reconhecido como o maior festival de música do Sul do Brasil, ocorre anualmente desde 1996 na sede campestre da Saba, localizada na praia de Atlântida, no litoral gaúcho. Com mais de 1,4 mil atrações nacionais e internacionais, o festival já proporcionou mais de 800 horas de música aos seus participantes.
Este evento é realizado pelo Grupo RBS e DC Set Group, com o patrocínio de grandes marcas como Renner, Banrisul, Coca-Cola, PUCRS, KTO e Budweiser. A próxima edição promete ser memorável, com um line-up que inclui artistas de renome e diversas atrações, reforçando o papel do Planeta Atlântida como um evento fundamental para o verão e para a economia do Rio Grande do Sul.
