O Papel Vital da Infraestrutura na Geração de Empregos
A infraestrutura tem se mostrado um pilar essencial para a economia brasileira, especialmente quando se trata da criação de empregos formais. Em setembro de 2025, o setor de construção civil contabilizou 3.186.440 vagas com carteira assinada, marcando um crescimento de 1,9% em relação ao trimestre anterior. Essa recuperação do emprego na construção reflete não apenas a resiliência do setor, mas também sua capacidade de adaptação às novas demandas do mercado.
Ramon Cunha, especialista em infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ressalta a importância crítica desse setor para o mercado de trabalho. “O impacto do setor vai além das contratações diretas; ele gera efeitos indiretos significativos para toda a cadeia produtiva, promovendo efeitos de renda e estabilidade financeira”, explica Cunha. Essa afirmação destaca como a infraestrutura se torna um motor de desenvolvimento econômico, contribuindo para a melhoria das condições de vida e trabalho de milhões de brasileiros.
Dados Reveladores do Boletim de Infraestrutura
Os dados mais recentes do Boletim de Infraestrutura, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) em colaboração com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), indicam que o segmento de obras de infraestrutura atingiu 873.516 oportunidades, o maior patamar registrado até agora em 2025. Dentro deste grupo, a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e outras obras especiais se destaca como a área com o maior número de empregos gerados, reafirmando sua relevância no cenário econômico.
Flutuação Salarial e Seus Efeitos
Outro ponto interessante levantado pelo relatório é a análise do comportamento dos salários no setor ao longo do terceiro trimestre. Em julho, o salário médio de admissão foi de R$ 2.732,61, um valor que superou a média de desligamento, que foi de R$ 2.666,42. Contudo, em agosto, essa tendência sofreu uma inversão: a média salaria para novas admissões caiu para R$ 2.649,63, enquanto os desligamentos aumentaram para R$ 2.755,78. O mês de setembro seguiu essa tendência, com um salário médio de R$ 2.640,70 nas novas contratações, comparado a R$ 2.709,07 nos desligamentos.
Distribuição Regional dos Empregos na Construção
Quando analisamos a geração de empregos por região, o Sudeste se destaca como líder na construção de rodovias e ferrovias. O estado de São Paulo lidera com 44.021 vínculos, enquanto Minas Gerais segue logo atrás, com 38.373. Por outro lado, os menores estoques de empregos nesse segmento são observados em Amapá (129) e Acre (328), ambos na região Norte.
Apesar disso, o Pará tem se destacado positivamente entre os estados do Norte, apresentando um volume significativo de empregos nesse setor. No Centro-Oeste, Mato Grosso e Goiás também têm mostrado um expressivo número de vínculos formais, o que é notável considerando suas populações. Essa distribuição regional evidencia a importância do setor de infraestrutura em diferentes partes do Brasil, com potencial para estimular o crescimento econômico local e nacional.
