Multa Além do Ordinário
Na última sexta-feira (30), o governo de Minas Gerais anunciou que a multa aplicada à Vale foi ampliada para R$ 3,3 milhões. Essa penalidade é resultante de danos ambientais causados pela mineradora, que descreveu o incidente como um ‘extravasamento’ de água com sedimentos nas proximidades das cidades de Ouro Preto e Congonhas.
O valor da multa leva em conta a reincidência da Vale em situações semelhantes, uma ocorrência registrada em agosto de 2023 na cidade de Brumadinho, segundo informações divulgadas pelo governo mineiro em um comunicado à imprensa.
Recentemente, no domingo (25), problemas no sistema de drenagem, exacerbados pelas intensas chuvas, resultaram no extravasamento de 262 mil metros cúbicos de água com sedimentos na mina de Fábrica, situada em Ouro Preto. Este incidente causou o assoreamento de cursos d’água que afluem ao Rio Maranhão, conforme informado pelas autoridades estaduais.
Adicionalmente, na mina de Viga, localizada em Congonhas, houve o escorregamento de um talude natural na área de lavra. O governo do estado ressaltou que isso resultou no lançamento e carreamento de sedimentos para o córrego Maria José e para o Rio Maranhão.
Em resposta aos incidentes, o governo estadual determinou a suspensão das atividades nas duas minas como uma medida preventiva. No caso da mina de Viga, a paralisação abrange todo o empreendimento, enquanto na mina de Fábrica, a suspensão é direcionada especificamente às atividades na cava 18.
Enquanto isso, a Vale se prepara para divulgar seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre e ao ano de 2025 no dia 12 de fevereiro. No terceiro trimestre, a empresa registrou um lucro líquido de US$ 2,7 bilhões, uma alta de 11% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
