Sindicato Aponta Insatisfação com a Gestão de Zema
Com a aproximação do final do mandato, Romeu Zema (Novo) se prepara para deixar o cargo de governador de Minas Gerais e lançar sua candidatura à Presidência da República. Contudo, a avaliação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG) é preocupante: a gestão de Zema é marcada por uma notável insatisfação entre os servidores. Segundo o diretor político da entidade, Geraldo Henrique, o governo ficou conhecido por seu pouco diálogo com os servidores e pela defasagem salarial, resultado da falta de recomposição anual.
A crítica foi exposta em entrevista ao programa “Café com Política”, que foi ao ar nesta segunda-feira (2/2) no canal do YouTube de O TEMPO. “A dificuldade para agendar reuniões com o governo é enorme. Eles adotam uma postura que eu chamaria de tática para postergar o diálogo, sempre alegando que o Poder Executivo não tem condições de conceder reajustes devido à Lei de Responsabilidade Fiscal”, comentou Henrique.
Agravamento da Situação e Novas Esperanças
O Sindpúblicos já expressava suas preocupações quanto à falta de diálogo durante toda a gestão de Zema. Segundo Geraldo Henrique, essa situação se tornou ainda mais crítica durante o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que impôs restrições severas ao Estado para o pagamento de dívidas com a União. Entretanto, com a saída do RRF no final do ano passado e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), surgiram novas esperanças para os servidores.
“O Propag foi estruturado de maneira mais humanizada e oferece a possibilidade de recomposição da inflação”, destacou Henrique, demonstrando um otimismo cauteloso diante das novas diretrizes.
Futuro Incerto para os Servidores
Com a saída de Zema do governo até o final de março, para focar em sua candidatura presidencial, o sindicato também relembra que a gestão dele foi marcada pela ausência de uma recomposição salarial anual. Essa situação, segundo Henrique, resultou em casos alarmantes, como servidores recebendo menos do que um salário mínimo, gerando um quadro de vida extremamente difícil.
“Se o salário mínimo não é suficiente para sustentar uma família, imagina aqueles que ganham menos que isso?”, questiona. “A vida desses profissionais é marcada por dificuldades financeiras e um futuro cheio de incertezas”, completa.
Perspectivas para 2026 e a Necessidade de Diálogo
O ano de 2026 promete ser decisivo, com eleições para a governadoria de Minas Gerais no horizonte. Para o sindicato, é imperativo que as futuras discussões abordem pautas de diálogo e a necessária recomposição salarial, especialmente diante dos novos candidatos que disputaram o cargo no Palácio Tiradentes.
“Primeiramente, precisamos de uma mesa de negociação entre os sindicatos e a Secretaria de Planejamento, onde o objetivo inicial seria estabelecer uma data-base para os servidores. Dessa forma, poderíamos garantir a recomposição anual, pelo menos da inflação, e cumprir as promessas que Zema não conseguiu realizar”, defende Geraldo Henrique.
Resposta do Governo e Expectativas Futuras
O governo de Minas Gerais foi solicitado a se manifestar sobre as críticas feitas pelo Sindpúblicos. Assim que houver um retorno, a reportagem será atualizada. O espaço permanece aberto para comentários. Para os servidores, a esperança de um futuro melhor depende da capacidade de diálogo e do reconhecimento das suas necessidades.
