Uma Nova Proposta Política
Em recente entrevista, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, abordou a polarização política no Brasil e se posicionou como uma alternativa dentro do cenário atual. “O brasileiro está cansado do radicalismo e do extremismo”, afirmou Zema, ressaltando a necessidade de um novo caminho político que rompa com a dicotomia entre petismo e bolsonarismo.
Segundo ele, as pessoas estão fartos dessa narrativa de que “eu faço tudo certo e o outro faz tudo errado”, indicando que essa situação não tem mais espaço. O governador, que tem feito visitas frequentes ao interior de Minas, acredita que a população deseja mudanças e eventos inéditos na política. “Precisamos de novidades. O que está acontecendo atualmente é sempre a mesma coisa”, completou.
Um Terceiro Caminho?
Questionado sobre sua posição dentro do espectro político, Zema reconheceu que, se considerarmos Lula de um lado e Bolsonaro do outro, ele se encontra mais próximo do atual presidente, mas sem se alinhar completamente a ele. “Não acredito na idolatria, em seguir cegamente o que alguém diz. O debate é fundamental, e precisamos de pessoas que tenham ideias diferentes”, defendeu.
Sobre seu eleitorado, Zema mencionou que existe uma sobreposição com o grupo de Flávio Bolsonaro, mas também destacou que há eleitores que rejeitam tanto Lula quanto Bolsonaro, deixando espaço para um terceiro nome. “Sempre haverá espaço para novas alternativas”, afirmou.
Desafios e Concorrência
O cenário eleitoral se intensifica com a filiação de Ronaldo Caiado ao PSD e as possíveis candidaturas de Ratinho Júnior e Eduardo Leite. Zema reafirmou sua intenção de manter a candidatura, independentemente do cenário. “Levarei minha pré-candidatura até o final, pois tenho propostas diferentes”, afirmou, citando o trabalho realizado em Minas como exemplo de sua gestão.
Ele destacou que, apesar de seu crescimento até 1% nas intenções de voto, é possível avançar. “Se conseguimos resgatar Minas, podemos fazer o mesmo no Brasil”, defendeu Zema, referindo-se à sua gestão, que diz ter sido eficiente e sem escândalos.
Indulto e Relação com Bolsonaro
Na entrevista, o governador se posicionou a favor do indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirmando que o Brasil precisa superar as polarizações. “O que houve foram tentativas que não se concretizaram em violência ou mortes”, argumentou. Ele considera a punição aplicada a Bolsonaro desproporcional e defende que se deve olhar para o futuro.
Quando perguntado sobre uma possível visita a Bolsonaro na prisão, Zema expressou interesse em reencontrá-lo, revelando que foi um dos primeiros políticos a discutir sua candidatura com o ex-presidente. “Sempre mantenho contato sobre assuntos políticos, mas gostaria de vê-lo novamente”, declarou.
Campanha e Alianças
Zema também mencionou que já iniciou conversas para formar alianças fora de Minas, afirmando que a colaboração é essencial. Ele elogiou as alianças feitas em 2022 e acredita que será possível repetir esse modelo em nível nacional.
A respeito das críticas ao uso de aeronaves oficiais, o governador defendeu sua postura e destacou que age com responsabilidade. Zema afirma que não confunde equipamentos de Estado com interesses pessoais, reiterando o compromisso com a economia.
Visão Sobre Regiões e Privatizações
Sobre sua visão em relação às regiões mais ricas do país, Zema mantém que Sul e Sudeste têm um papel crucial na economia brasileira, mas não acredita que sua opinião prejudicará sua candidatura nacional. Ele defende um Brasil federativo forte, onde estados mais ricos continuem a contribuir para o desenvolvimento das demais regiões.
Em relação à privatização, o governador expressou seu apoio, citando a experiência positiva com a Cemig e a necessidade de que o Estado atue como acionista, mas não como gestor. “Estatais são frequentemente lentas e ineficientes. Precisamos de agilidade e eficiência para resolver problemas prioritários”, concluiu.
