Uma nova perspectiva na política nacional
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, está se posicionando como uma alternativa à polarização entre petistas e bolsonaristas em sua pré-candidatura à presidência. Em uma recente entrevista, Zema expressou sua insatisfação com o que considera uma ‘idolatria política’, sugerindo que o país está pronto para um diálogo mais maduro, que vá além do extremismo que tem dominado a cena política atual. Segundo ele, existe espaço para um candidato que se conecte com os eleitores que rejeitam tanto o PT quanto o bolsonarismo.
Zema enfatiza que, apesar de se identificar mais com Jair Bolsonaro do que com Luiz Inácio Lula da Silva em termos ideológicos, ele não se vê como uma cópia do ex-presidente. “Não acredito em seguir cegamente o que alguém diz. Acredito em debate e em um espaço onde ideias diferentes possam coexistir”, disse o governador, ao se posicionar como uma opção viável dentro do espectro político da direita.
Uma terceira via possível?
Questionado sobre a viabilidade de uma nova candidatura que rompa a polarização, Zema respondeu que o eleitor brasileiro está, de fato, cansado do radicalismo. Ele observou que há um sentimento de saturação em relação à dinâmica de ‘certo e errado’ que permeia a política atualmente. “As pessoas estão se fartando desse clima de extremismo. Precisamos de novos eventos na política”, destacou.
O governador também mencionou que, enquanto existe uma sobreposição de eleitores entre ele e Flávio Bolsonaro, há uma parcela significativa do eleitorado que rejeita ambos os polos. “Sempre haverá espaço para um terceiro nome”, afirmou, reforçando sua crença em um cenário político mais diversificado.
Desafios e alianças na corrida pela presidência
Em relação à sua pré-candidatura, Zema afirmou que pretende mantê-la até o final, apesar da concorrência com outros possíveis candidatos da direita, como Flávio Bolsonaro e os nomes que o PSD pode lançar. “É necessário dar uma chacoalhada no setor público. Em Minas, conseguimos reverter uma situação de crise ao aplicar boas práticas de gestão, e isso pode ser replicado no Brasil”, argumentou.
O governador também se manifestou favorável à união da direita, enfatizando que mais candidatos podem fortalecer a presença do grupo nas eleições. “Quanto mais candidatos a direita tiver, mais votos teremos. No segundo turno, certamente estaremos todos juntos apoiando aquele que passar”, acrescentou.
Apoio e estratégias para o futuro
Sobre possíveis apoios e alianças, Zema citou o vice-governador de Minas, Mateus Simões, e a necessidade de fortalecer laços fora do estado. “Estamos abertos a alianças em todo o Brasil. Nossa estratégia é manter uma forte presença e buscar colaborações que ampliem nosso alcance”, explicou.
Recentemente, surgiram questionamentos sobre o uso de aeronaves oficiais em compromissos que coincidem com sua pré-campanha. Zema se defendeu das críticas, afirmando que preza pela economia e que sempre busca agir dentro da legalidade. “Estão procurando ‘pelo em casca de ovo’. A utilização de aeronaves é autorizada e feita de forma transparente”, destacou.
Visão sobre a privatização e a economia nacional
Por último, Zema reafirmou sua posição favorável à privatização de estatais, mencionando os avanços que isso poderia trazer para a economia. Ele acredita que o modelo que adotou em Minas pode servir de exemplo para todo o Brasil, especialmente no que diz respeito à eficiência e à redução de custos.
O governador concluiu afirmando que, se eleito, seus planos incluem a promoção de um ambiente econômico mais dinâmico, que permita ao Brasil avançar sem as amarras burocráticas que frequentemente atrasam projetos essenciais. “Precisamos agir rapidamente onde há hemorragia; essa é a nossa prioridade”, finalizou Zema.
