Casa Minas: Um marco para a cultura de Minas no SXSW
Pela primeira vez, Minas Gerais terá um espaço próprio no South by Southwest (SXSW), o maior evento global de tecnologia, criatividade e inovação, que acontece em Austin, Texas. Essa participação inédita é fruto da colaboração entre a Invest Minas, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG).
Durante o mês de março, o SXSW se tornará um ponto de encontro de aproximadamente 500 mil participantes oriundos de 100 países. A delegação mineira estará presente entre os dias 14 e 16, com a ativação da Casa Minas, um espaço que funcionará como vitrine da rica produção artística e criativa do estado, englobando música, dança, moda, audiovisual e gastronomia, em uma clara valorização dos criadores mineiros.
A programação cultural da Casa Minas contará com apresentações de nomes renomados, como Djonga, Marina Sena e Toninho Horta, além de Pereira da Viola e Nath Rodrigues. O evento também incluirá performances do Favelinha Dance e o desfile Favelinha Fashion Week, ambos associados ao Centro Cultural Lá da Favelinha, localizado no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Para completar, chefs como Carol Fadel, Maria Clara Magalhães, Yves Saliba e Caetano Sobrinho prometem delícias gastronômicas, enquanto Sérgio Iron ficará encarregado da pintura em mural. Todas as atividades foram cuidadosamente selecionadas pela curadoria do SXSW e farão parte da programação oficial do evento.
A importância da visibilidade internacional
Bárbara Botega, secretária de Estado de Cultura e Turismo, enfatiza que a iniciativa visa aumentar a visibilidade da produção artística de Minas no cenário internacional. “A Casa Minas será um ponto de encontro propício para a realização de negócios e conexões”, destacou durante a apresentação do projeto.
Bruno Alencar, coordenador-geral da Casa Minas, destacou a relevância desse espaço em um evento tão significativo. “O SXSW é uma grande vitrine, com várias casas representando marcas e países, e agora, pela primeira vez, teremos a nossa. É uma oportunidade gigantesca para projetar uma imagem contemporânea e conectada do nosso estado”, afirmou.
Djonga é um exemplo do impacto que essa participação pode ter. O rapper, que conta com 5 milhões de ouvintes mensais no Spotify, traz uma mensagem antirracista que ressoa fortemente no SXSW, onde temas sociais são bem recebidos. Ele foi indicado ao Grammy Latino no ano passado, o que reforça sua relevância na cena musical.
O destaque feminino na comitiva
Outro ponto importante na comitiva é a presença de mulheres talentosas, como Nath Rodrigues, uma multi-instrumentista excepcional, que abrirá o show para Marina Sena no dia 15. Com 7,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify, Marina é uma das grandes estrelas atuais, e Alencar acredita que é fundamental levar essa potência para o cenário internacional.
Além disso, Toninho Horta, um ícone da música brasileira, também fará parte do evento. “Ele é considerado um artista internacional, um verdadeiro símbolo do Clube da Esquina. Ter a sua presença no SXSW, especialmente após a morte de Lô Borges, é extremamente significativo. Ele se apresentará ao lado de 10 músicos renomados de Nova York”, revelou.
O Minas Day e a valorização da cultura
No dia 14 de março, o evento contará com o Minas Day, que terá quatro painéis abordando temas como inovação, sustentabilidade e a economia criativa. O objetivo é ressaltar a importância da cultura e da gastronomia na nova economia global.
O SXSW, com sua atmosfera vibrante e diversificada, promete ser um marco para a cultura mineira, proporcionando uma plataforma valiosa para artistas e criadores do estado. Esta é uma oportunidade única de compartilhar a riqueza cultural de Minas Gerais com o mundo.
