Aproximação Estratégica no Cenário Político
No dia 18 de outubro, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo (Novo), anunciou sua participação em uma manifestação programada para o dia 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento, convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), é uma ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Este gesto de Zema não apenas mostra seu apoio ao parlamentar mineiro, como também o aproxima do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Juntos, eles são os únicos pré-candidatos à presidência que confirmaram presença na mobilização, até o fechamento desta matéria.
Durante uma postagem em suas redes sociais, Zema enfatizou sua crítica ao Supremo Tribunal, destacando sua posição independente: “Eu sou o único pré-candidato à Presidência que tem criticado o Supremo. Como eu não tenho rabo preso, acho inadmissível mulher de ministro fazer contrato para ganhar 3 milhões de reais por mês, irmão de ministro ter outro contrato de compra e venda para receber 35 milhões. Me parece que os outros candidatos têm alguma diferença”, afirmou Zema, ressaltando que se compromete a agir com transparência e moralidade política.
O governador também expressou seu apoio à manifestação, afirmando que “o brasileiro precisa se manifestar, precisa se mobilizar contra esse governo que está agredindo a grande maioria”. Ele elogiou Nikolas Ferreira como uma figura admirável e previu um futuro político promissor para ele.
Impacto nas Dinâmicas Eleitorais de Minas Gerais
No mesmo contexto, Flávio Bolsonaro também confirmou sua presença no evento, com aliados tentando popularizar a frase “meu amigo Flávio estará na Avenida Paulista”. O fato de ambos, Zema e Flávio, serem os únicos pré-candidatos a participar do ato pode ter repercussões significativas nas próximas movimentações eleitorais, não apenas em Minas Gerais, mas em suas trajetórias políticas individuais.
Nos bastidores, Zema tem sido considerado uma opção de vice para Flávio. Apesar de suas pesquisas nacionais mostrarem resultados modestos, sua popularidade entre os mineiros é uma vantagem que poderia fortalecer a base dos Bolsonaro no estado, um dos mais decisivos do Brasil.
Desafios e Oportunidades na Direita Mineira
A proximidade entre Zema e Flávio pode ajudar a resolver a divisão da direita em Minas Gerais, que antes estava centrada no nome de Matheus Simões (PSD) como potencial vice de Zema. Atualmente, a direita local está buscando outras candidaturas em várias frentes, influenciada pelos palanques dos candidatos presidenciais.
No entanto, Zema reafirma sua intenção de manter a candidatura presidencial até o fim, defendendo a diversidade de discursos na corrida eleitoral. Fontes próximas ao governador relatam que, apesar das especulações, não há uma relação sólida entre ele e Flávio para a formação de uma chapa conjunta. Além disso, há ressalvas pessoais de Zema a respeito do senador, especialmente em função do passado conturbado relacionado ao caso das rachadinhas, além do desinteresse do Novo em se associar a figuras com histórico de corrupção.
