Alianças Estratégicas nas Eleições de 2026
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que não terá candidaturas próprias para o governo nos três estados do Sul do Brasil: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. A decisão foi tomada após intensas discussões internas e pressões da Executiva Nacional, que convenceu o diretório gaúcho a apoiar a candidatura da ex-deputada estadual Juliana Brizola, do PDT. Juliana é neta do icônico ex-governador Leonel Brizola, fundador da legenda trabalhista.
No Paraná, o PT se comprometeu a apoiar Requião Filho, também do PDT. Enquanto isso, em Santa Catarina, a sigla deverá reforçar a coligação nacional com o PSB, que vai lançar o nome do empresário e ex-deputado estadual Gelson Merísio para a disputa.
Desistência e Apoio a Juliana Brizola
A desistência da pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo gaúcho foi confirmada pelo próprio político, após uma reunião com lideranças do PSB em Porto Alegre. Com essa decisão, o PT se une a uma frente de esquerda que promete atuar de forma coesa nas eleições de outubro, tendo Juliana Brizola como sua principal representante. Esta aliança inclui o apoio de diversas legendas, como PSB, PSol, PCdoB, PV e Rede.
Pretto, ao comentar sobre essa nova fase, enfatizou: “Vamos nos apresentar, a partir de agora, como uma frente política, e não individualmente”. O ex-presidente da Conab ainda reforçou que a prioridade do partido é a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nosso principal objetivo é mobilizar o Rio Grande do Sul na reeleição do presidente Lula e apresentar à sociedade gaúcha um projeto novo de desenvolvimento do estado”, destacou.
Reuniões e Planejamento Político
Na próxima sexta-feira, a Executiva estadual do PT deverá convocar uma reunião do diretório estadual, prevista para a próxima semana, para formalizar essa decisão e discutir os próximos passos da estratégia eleitoral.
A aliança com o PDT também será replicada no Paraná, onde PT e PDT apoiarão Requião Filho, filho do ex-governador Roberto Requião. O PT acredita que Lula precisará de um palanque forte no estado para enfrentar o apoio de Sérgio Moro (PL), que é pré-candidato ao governo do Paraná.
Coligações em Santa Catarina e Desafios em Minas Gerais
Em Santa Catarina, a coligação entre PT e PSB deverá seguir o modelo nacional, com o apoio de figuras influentes como a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O PSB, com a ajuda dos partidos de esquerda locais, planeja lançar Gelson Merísio, um nome forte que já disputou o governo em 2018, mas foi derrotado.
A situação em Minas Gerais, no entanto, ainda é um ponto de incerteza. O presidente Lula considera a candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao Palácio Tiradentes como certa, mas o PDT defende a manutenção da pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Essa disputa interna reflete a complexidade das alianças políticas em jogo, especialmente em um estado tão crucial para as ambições do PT.
“A ideia que estamos trabalhando é que, a partir de agora, continuemos com uma frente de seis partidos a se agregar ao PDT”, afirmou Pretto, sugerindo que a coalizão ainda está em formação. A próxima reunião da executiva estadual deve selar oficialmente o apoio a Juliana Brizola como candidata ao governo gaúcho.
Um Novo Horizonte Político
O cenário político do Sul do Brasil está em constante transformação, e as alianças formadas pelo PT com o PDT e o PSB visam fortalecer as candidaturas progressistas. Com a eleição de 2026 se aproximando, o partido parece determinado a apresentar uma alternativa viável aos eleitores, buscando, acima de tudo, unir forças em torno de propostas que podem ressoar com a população. À medida que se aproximam as datas eleitorais, a expectativa é de que essa estratégia traga resultados positivos para as candidaturas da esquerda.
