Crescimento Expressivo no mercado de trabalho
O Brasil registrou a criação de 228.208 novos postos de trabalho com carteira assinada em março de 2026, totalizando 613.373 empregos formais no primeiro trimestre do ano. Este dado, proveniente do Novo Caged, indica uma trajetória positiva no setor, que se reflete na geração de 1.211.455 postos ao longo dos últimos 12 meses (março de 2025 a março de 2026). Desde 2023, mais de 5 milhões de novas vagas foram criadas no país.
Os números foram divulgados na quarta-feira (29) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Dentre os novos postos criados em março, 83,25% são classificados como típicos e 16,75% como não típicos, os quais incluem tanto jornadas de até 30 horas semanais (+34.925) quanto contratos de aprendizagem (+12.264). Este crescimento resulta em um estoque total de 49.082.634 empregos formais, refletindo um aumento de 2,6% em comparação ao ano anterior.
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O saldo de 228.208 empregos foi obtido a partir de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, com 24 estados apresentando resultados positivos. Os maiores números absolutos foram verificados em São Paulo, que criou 67.876 postos (0,46% do total), Minas Gerais com 38.845 (0,77%) e o Rio de Janeiro com 23.914 (0,60%). Em termos relativos, os crescimentos mais significativos ocorreram em Acre (0,92%), Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%).
Setores em Destaque
Os dados do Novo Caged mostram que o setor de Serviços liderou a criação de empregos em março, com um total de 152.391 novas vagas. Logo em seguida, estão os setores da Construção, com 38.316 novas oportunidades, da Indústria, que adicionou 28.336 postos, e do Comércio, com 27.267 vagas. Ao mesmo tempo, a Agropecuária foi o único setor a apresentar retração, com uma perda de 18.096 postos, atribuída principalmente ao fim das safras de maçã, soja e uva.
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No acumulado do ano, de janeiro a março, quatro dos cinco grandes setores da economia apresentaram saldos positivos. O segmento de Serviços teve o maior crescimento, contabilizando 382.229 novas vagas (+1,6%), impulsionado pelas atividades de informação, comunicação, serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos (146.068), além da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (142.038).
A Construção, por sua vez, gerou 120.547 novos postos, com destaque para a construção de edifícios (49.582) e obras de infraestrutura (38.447). A Indústria também teve um desempenho favorável, com a geração de 115.310 vagas, destacando-se o processamento industrial do fumo (10.370), a fabricação de produtos alimentícios (10.126) e a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (8.690).
Além disso, a Agropecuária também apresentou saldo positivo, criando 14.752 postos, sendo os destaques o cultivo de maçã (7.967), soja (5.441) e alho (3.818). Por outro lado, o Comércio foi o único setor a sofrer uma redução, com uma diminuição de 19.525 postos de trabalho.
Desempenho Estadual
No que se refere ao desempenho por estados no acumulado do ano, São Paulo liderou com 183.054 novos postos, seguido por Minas Gerais com 70.625 e Santa Catarina com 59.396. Em termos relativos, Goiás se destacou com um crescimento de 2,33%, seguido de Mato Grosso (2,27%) e Santa Catarina (2,26%).
