Investigação em Andamento
A polícia mineira intensifica as operações para capturar três dos quatro presos que conseguiram escapar de um presídio utilizando alvarás de soltura falsificados. Esses documentos foram obtidos de forma ilícita por meio de um hacker que invadiu o sistema e conseguiu acessar as credenciais legítimas de juízes.
No último sábado (20), o quarteto deixou o Centro de Remanejamento de Presos Gameleira como se fosse uma liberação regular. Entretanto, nesta terça-feira, um deles foi recapturado pelas autoridades. O esquema fraudulento foi identificado em menos de 24 horas, levando ao cancelamento imediato dos alvarás e à restauração dos mandados de prisão.
Após a descoberta da fraude, os órgãos de segurança foram mobilizados para investigar o caso. O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, revelou que a ação criminosa foi orquestrada por um dos fugitivos, conhecido como “Dom”. Este indivíduo havia sido detido no dia 10 de janeiro por envolvimento em uma quadrilha dedicada a fraudes eletrônicas, afetando inclusive o sistema de Justiça.
Medidas de Segurança Reforçadas
Simões assegurou que não houve outras liberações ilegais além dos mencionados e anunciou mudanças nos procedimentos para o cumprimento de alvarás de soltura. “A partir de agora, vamos adotar uma estratégia que visa atrasar o cumprimento desses alvarás, permitindo uma nova verificação por parte do Judiciário”, esclareceu. O vice-governador ressaltou que, embora o protocolo atual permita a soltura imediata ao se receber um alvará, essa prática será revista para evitar futuras fraudes.
“Estamos modificando nosso método. O correto seria soltar a pessoa assim que o alvará fosse emitido, já que isso implica na determinação judicial de que ela não deve permanecer presa. Contudo, precisamos implementar um procedimento que permita ao Judiciário revalidar esses documentos, visto que o sistema foi, de fato, invadido pela criminalidade”, acrescentou o vice-governador.
Em resposta ao ocorrido, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que não houve qualquer tipo de invasão ou violação a seus sistemas. Segundo a entidade, até o momento, não existe indício de falhas no sistema ou de envolvimento de servidores no esquema fraudulento.
A situação evidencia a necessidade de atualização e fortalecimento das medidas de segurança nos procedimentos judiciais, a fim de garantir a integridade do sistema e a segurança da população. A continuidade das investigações e a busca pelos fugitivos permanecem como prioridades para as autoridades mineiras.
