Desempenho do Mercado de Trabalho em Novembro
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelou que o Brasil criou 85,9 mil empregos formais em novembro, apresentando uma queda de 19,1% em relação ao mesmo mês de 2024. Dos cinco principais setores da economia, apenas comércio e serviços conseguiram registrar saldo positivo, com crescimentos de 0,7% e 0,3%, respectivamente. Por outro lado, a agropecuária enfrentou uma perda de 16.566 postos de trabalho, resultando em uma diminuição de 0,8%. A indústria e a construção também sofreram perdas, com recuos de 0,2% e 0,7%.
No mesmo mês do ano anterior, o saldo positivo de empregos era sustentado por um desempenho mais amplo, envolvendo um maior número de setores. Em 2025, a desaceleração nas contratações em agropecuária, construção e indústria limitou a criação de novas vagas, resultando em números inferiores quando comparados ao ano anterior.
Saldos Regionais de Empregos
Em termos regionais, 21 estados experimentaram crescimento no número de empregos em novembro. O destaque ficou para São Paulo, que criou 31.104 novas posições, seguido por Rio de Janeiro, com 19.961 vagas, e Pernambuco, com 8.996. Em contrapartida, os estados com os menores saldos foram Minas Gerais, que perdeu 8.740 postos, Goiás, com uma redução de 8.413 empregos, e Mato Grosso, que registrou a diminuição de 5.802 vagas.
Acumulado do Ano
Considerando o período de janeiro a novembro deste ano, o Brasil gerou 1.895.130 empregos formais. Durante esses meses, todos os setores da economia apresentaram saldos positivos, o que elevou o total de vínculos empregatícios a 49.090.182. Dentro desse total, 5.381.390 vínculos são classificados como não típicos, englobando aprendizes, trabalhadores intermitentes e temporários, além de contratos com jornada reduzida.
O Ministério do Trabalho atribui esse desempenho positivo do ano a um conjunto de meses com resultados favoráveis, que compensaram as oscilações pontuais, como o retrocesso observado em novembro. Segundo análise do ministério, a recuperação em diversos setores foi crucial para a consolidação desses números.
Perspectivas para o Futuro do Mercado de Trabalho
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, projeta um cenário otimista para 2026, mesmo diante de controvérsias e debates que marcarão o ano. Embora não tenha indicado previsões numéricas, ele acredita que a continuidade do processo econômico atual será benéfica.
“O resultado de 2025 é significativo e, ao olhar para 2026, vejo um ano positivo. A desaceleração que já se observava desde maio, segundo Marinho, é influenciada pela alta dos juros, que desempenha um papel crucial nesse processo. Ele enfatizou que a política monetária, mesmo com seus desafios, é fundamental para a economia e o mercado de trabalho.
A Visão do Ministro sobre Juros e Investimentos
Marinho afirmou que os juros altos têm um efeito inibidor nos investimentos, o que, por sua vez, compromete a geração de emprego. Ele ressaltou que a prioridade do Ministério é fomentar um mercado mais saudável, promovendo empregos formais e de qualidade. “Queremos mais empregos de qualidade e precisamos fortalecer a economia como um todo”, enfatizou.
Além disso, o ministro destacou a importância de considerar uma variedade de fatores nas decisões de investimento, como inflação, juros, segurança pública, saúde, educação e preservação ambiental. Com isso, se busca uma abordagem mais holística e sustentável para o crescimento do mercado de trabalho no Brasil.
