Alckmin Foca na Economia em Belo Horizonte
No último dia 9 de fevereiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) esteve em Belo Horizonte e, durante sua visita, optou por não comentar sobre a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo de Minas. Esta postura contrasta com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem incentivado publicamente Pacheco a entrar na disputa.
Em tom descontraído, Alckmin afirmou: “Tem dois ansiosos na vida: políticos e jornalistas”. Ele participou do Conexão Empresarial, um evento com o objetivo de fortalecer o ambiente de negócios no estado.
Questionado por O TEMPO sobre se Pacheco representa o principal nome do governo federal na corrida pelo governo mineiro, e se o ministro Alexandre Silveira (PSD) poderia ser uma alternativa, Alckmin deixou a decisão nas mãos dos eleitores. “Guarde o seguinte: isso aqui não é corrida de cavalo para ver quem vai pôr o nariz na frente; nem é mata-mata, para ver quem sobra no final. Ser candidato é um ato de amor ao próximo. De amor à cidade, de amor ao estado”, disse o vice-presidente, enfatizando a importância do compromisso político.
A diferença de posicionamento entre Alckmin e Lula ficou evidente, uma vez que o presidente tem elogiado Pacheco e expressado sua esperança de convencê-lo a liderar a campanha. Recentemente, Lula afirmou estar otimista quanto à possibilidade de Pacheco se tornar o próximo governador de Minas Gerais, dizendo que ainda não desistiu de sua candidatura.
“Em Minas Gerais, eu posso dizer para você agora, se eu conheço a alma mineira, nós vamos ganhar as eleições de Minas Gerais outra vez. Eu quero dizer aqui em alto e bom som: eu ainda não desisti de você, Pacheco. Você sabe que nós vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais. Estou muito certo disso”, afirmou Lula durante a ocasião.
Apesar do apoio do presidente, o senador Pacheco ainda não confirmou sua candidatura. Em meio a especulações, há indícios de que ele possa estar mais interessado em uma vaga no Judiciário, já que fez campanha ao lado de Lula buscando uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, essa vaga acabou sendo preenchida pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, o que aumentou a resistência de Pacheco em se lançar na corrida eleitoral.
Além disso, a resistência de lideranças petistas à ideia de que Pacheco aceite a candidatura parece ter aumentado. Contudo, nos últimos dias, Pacheco intensificou articulações visando ampliar sua influência no União Brasil em Minas, o que reacendeu as especulações sobre seu futuro político e uma possível mudança de legenda.
Em seu discurso aos líderes empresariais presentes, Alckmin reiterou a relevância de Minas Gerais para a política nacional e sublinhou que o sucesso nas eleições do estado dependerá da performance econômica.
“Eleição municipal é o debate sobre o território: se está asfaltado, UBS, creche; eleição estadual trata de segurança, autoestradas, infraestrutura; agora, eleição nacional é economia, é inflação; isso é um fator fundamental”, ressaltou o vice-presidente, destacando a conexão entre a economia e o cenário político.
