Aumento Preocupante de Casos de Febre Oropouche
Em um preocupante crescimento, Minas Gerais registrou um aumento de 378% nos casos de febre Oropouche entre 2024 e 2025. Até o dia 16 de dezembro deste ano, foram confirmados 1.467 casos da doença, um salto significativo em relação aos 301 casos do ano anterior, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
No total, foram realizados quase 16 mil exames para detectar a presença do vírus no estado. Durante esse período, 1.768 casos da doença foram confirmados em 71 municípios, abrangendo 15 Unidades Regionais de Saúde. Apesar desse crescimento alarmante, é importante ressaltar que não houve registros de mortes pela febre Oropouche em Minas Gerais.
Medidas de Combate e Prevenção em Ação
Em resposta ao aumento dos casos, a Secretaria de Estado de Saúde tem implementado uma série de medidas para controlar a disseminação da febre. A vigilância sentinela tem sido uma estratégia crucial para a detecção precoce da doença. Além disso, visitas técnicas estão sendo realizadas em municípios onde foram identificados casos da febre, com o objetivo de mapear focos de transmissão e emitir alertas epidemiológicos.
A febre Oropouche é transmitida principalmente pela picada do mosquito maruim, popularmente conhecido como mosquito-pólvora. Para minimizar os riscos de contágio, a Secretaria recomenda medidas de prevenção, como o uso de repelentes em áreas afetadas, o uso de roupas de mangas longas, a instalação de mosquiteiros em portas e janelas, e a redução da exposição ao ar livre durante o amanhecer e o anoitecer.
Cuidados Especiais para Gestantes
Gestantes devem estar especialmente atentas e redobrar os cuidados, buscando atendimento médico imediato ao notar sintomas suspeitos. Isso se deve à possibilidade de malformações fetais e abortos, efeitos que podem ser semelhantes aos observados na infecção pelo vírus Zika.
De acordo com o Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a febre Oropouche, que tem origem na região amazônica, provoca sintomas que se assemelham aos da dengue e outras arboviroses, embora seja menos letal. “A febre Oropouche é um nome complicado, mas não se trata de uma doença nova. É nova para nós em Minas Gerais, mas já é conhecida no Brasil desde a década de 60, principalmente na Amazônia. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e dor nas articulações, semelhantes aos da dengue, especialmente da chikungunya. A boa notícia é que a febre Oropouche não é fatal — até agora, não temos registros de mortes vinculadas a essa doença, o que é um alívio”, afirmou Baccheretti.
Contexto Nacional e Situação Atual
Em nível nacional, o Ministério da Saúde registrou mais de 11 mil casos da febre Oropouche no primeiro semestre de 2025, com cinco mortes confirmadas — quatro ocorridas no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo. Este cenário destaca a urgência em adotar práticas de prevenção e conscientização, tanto no estado quanto em todo o país.
