Carnaval 2026: Uma Celebração de União e Inclusão
O Carnaval de 2026 será lembrado como um marco para o bloco Baianas Ozadas, que consolidou laços entre tradição e modernidade, inclusão e celebração. Com o tema “Da Bahia a Minas – Encontro Marcado”, o desfile na Avenida Afonso Pena, realizado na segunda-feira (16), atraiu uma multidão entusiasmada. Na sequência, na terça-feira (17), o bloco cruzou fronteiras e desembarcou em São Paulo para uma apresentação especial no Bloco Bahianidade, a convite do cantor e compositor baiano Dani Mã, parceiro de Geo Ozado na canção “Muntcha História”, e de Denise Diniz, a criadora do bloco na capital paulista.
No início do cortejo, Geo Ozado emocionou a todos ao recitar um poema-oração, antes de entoar o hino do bloco, “Sou Baianas”. Em seguida, ele convidou o mineiro Sérgio Pererê e o baiano Betho Wilson para se juntarem a ele, simbolizando a união entre Bahia e Minas Gerais. Juntos, eles interpretaram o icônico clássico “Ponta de Areia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, um momento que ressoou profundamente, trazendo à tona a ancestralidade e as raízes africanas de ambos os estados. O tradicional ritual de lavagem das escadarias da Igreja São José, que promove o sincretismo e o ecumenismo, também fez parte da celebração, enviando bênçãos para todos os participantes do desfile.
Emoção e Homenagens no Desfile
Um dos momentos mais marcantes e emocionantes do desfile foi a homenagem a Serginho Marques, ex-vocalista do bloco e pioneiro da Axé Music em Belo Horizonte, que enfrenta há cinco anos a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Quebrando a barreira entre o trio e o povo, Geo Ozado desceu do caminhão e cantou ao lado de Serginho na Avenida Afonso Pena. Juntos, interpretaram “Taba”, um clássico da axé music, que agora conta com uma nova versão do Baianas Ozadas nas plataformas digitais, celebrando a parceria e a força da música.
“Foi um dos momentos mais intensos da minha vida e da história do Baianas. Estar ali, olhando nos olhos de Serginho e cantando juntos, envolto pelo carinho do público e da família dele, mostrou que o Carnaval é, acima de tudo, uma celebração de afeto e inclusão. A energia que recebemos naquele instante foi verdadeiramente especial”, compartilhou Geo Ozado, visivelmente emocionado.
O desfile foi repleto de diversidade musical, contando com a participação de artistas renomados. O cantor Podé animou o público com sucessos da banda Tianastácia, inserindo um toque de rock na folia do axé. A sambista Júlia Rocha também marcou presença com sua voz potente e elegância, ao lado de Sérgio Pererê e Betho Wilson, que trouxeram ainda mais riqueza à sonoridade do cortejo.
Conexões Culturais e Lançamentos Musicais
Outro destaque foi a participação de Dani Mã, que se deslocou até BH para lançar ao vivo “Muntcha História”, uma parceria inédita com Geo Ozado. Essa música celebra a profunda conexão entre Bahia e Minas, rapidamente conquistando os corações dos foliões.
Além disso, os 70 anos da obra do escritor Fernando Sabino foram homenageados no desfile, representando a amizade entre ele e o baiano Jorge Amado. O bloco disponibilizará em suas redes sociais o link do documentário “A Casa do Rio Vermelho”, que retrata a vida de Amado, reforçando essa rica conexão cultural. A união entre as culturas mineira e baiana ecoou não apenas na avenida, mas também nas emissoras de rádio de ambas as cidades, com o novo jingle da Icekiss, um dos patrocinadores do desfile, que foi lançado especialmente para o Carnaval e executado durante o cortejo.
Da Afonso Pena ao Bixiga: A Viagem da Ozadia
Logo após o desfile em Belo Horizonte, a festa seguiu para São Paulo, onde a “ozadia” foi novamente celebrada. Na terça-feira de Carnaval (17), Geo Ozado subiu ao trio elétrico do Bloco Bahianidade, localizado no tradicional bairro do Bixiga. Este convite, feito por Dani Mã e Denise Diniz, solidificou a parceria que começou em Minas Gerais.
“Levar nosso som para São Paulo logo após um desfile histórico em BH foi a concretização desse ‘Encontro Marcado’. Ver a música ‘Muntcha História’ sendo bem recebida e o público cantando e dançando, mostra que a linguagem do Carnaval não tem fronteiras. O Baianas Ozadas é um verdadeiro embaixador da alegria mineiro-baiana, e não é à toa que é o bloco que trouxe a baianidade para a folia de Minas”, conclui Geo Ozado, celebrando a união e a diversidade cultural.
