Movimento de Troca de Partido e Alianças Estratégicas
BRASÍLIA – Enquanto as candidaturas para as eleições de outubro em Minas Gerais ainda se definem, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) já anunciou que não irá concorrer à reeleição pelo seu atual partido. A mudança de filiação está prevista para acontecer em fevereiro, conforme revelou Viana ao O TEMPO Brasília durante o Café com Política. Ele está avaliando propostas de outras siglas enquanto busca consolidar uma chapa forte com o senador Cleitinho (Republicanos-MG).
A articulação de Viana envolve uma coalizão entre os partidos Republicanos, União Brasil e PL. Em suas palavras, “Temos dialogado com os três partidos. O Republicanos, o União Brasil e o PL, que ainda não se definiu claramente, são fundamentais nessa composição”. A formação da chapa poderá trazer três cargos à discussão, sendo que a vaga de vice será destinada a um partido a ser definido, assim como duas cadeiras ao Senado.
Viana se mostrou confiante no potencial de Cleitinho, afirmando que “a candidatura dele está posta e é bastante competitiva. Ele tem o que é necessário para convencer os eleitores de que seu grupo é responsável e maduro, capaz de tomar as decisões certas”. O senador ainda destacou que um robusto plano de governo será apresentado aos cidadãos mineiros.
Desafios e Conjuntura Política
Em paralelo ao fortalecimento da chapa regional, a articulação também facilita o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida pela Presidência da República. Viana deixou claro que o grupo de aliança – Republicanos, União Brasil e PL – estaria pronto para apoiar Bolsonaro desde o primeiro turno, o que pode ser um fator crucial para a construção de uma base forte em Minas.
Entretanto, a aliança entre PL e PSD em Minas encontra obstáculos. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, planeja lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto, sendo o governador do Paraná, Ratinho Jr., o nome mais cogitado. Outros possíveis candidatos incluem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Além disso, o PSD já conta com o vice-governador de Minas, Mateus Simões, que se prepara para sua própria candidatura ao Palácio Tiradentes, reafirmando seu compromisso com Romeu Zema (Novo) na corrida presidencial.
A disputa em Minas é particularmente acirrada, visto que o estado é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. A inclusão do PL na chapa do PSD poderia complicar ainda mais a situação, conforme indicam líderes do Partido Liberal, que não abrem mão de um palanque forte para a candidatura de Flávio Bolsonaro. A aliança com União Brasil e Republicanos seria, portanto, uma forma de superar as dificuldades.
Viana opinou: “Com Flávio Bolsonaro se consolidando como candidato da direita no Brasil, é natural que nosso caminho seja com ele. Não vejo outra alternativa”. Com as negociações em andamento, o senador planeja decidir nos próximos dias sobre seu novo partido.
Ele afirmou: “Minha trajetória é buscar uma nova filiação agora no final de fevereiro ou no início de março. Tenho convites sobre a mesa”. Viana elogiou sua experiência no Podemos, onde atuou como líder e teve liberdade, mas também criticou a situação atual do partido em Minas, destacando que “é uma sigla pequena, utilizada por uma liderança específica”.
