Um Encontro de Cultura e Inovação
Cafés frescos, pães de queijo quentinhos, música mineira ao fundo e conversas que permeiam a cultura, tecnologia e futuro. É nesse ambiente acolhedor que Minas Gerais estreou a Casa Minas, durante o South by Southwest 2026. O espaço foi desenhado para fomentar encontros que refletem elementos essenciais da cultura mineira: iniciativas que nascem ao redor da mesa, a convergência entre cultura e desenvolvimento, além de uma visão de futuro.
A Casa Minas foi oficialmente inaugurada em um momento de grande relevância para o estado, que teve destaque na programação do festival durante o Minas Day, realizado no sábado (14/03). Ao longo desse dia, quatro painéis reuniram personalidades de instituições mineiras e líderes globais da tecnologia, abordando questões cruciais como transição energética, minerais estratégicos, inteligência artificial e a economia criativa.
Enquanto os debates enriqueciam a agenda oficial do evento, a Casa Minas se destacou como um espaço cultural, onde negócios e arte se entrelaçam. A intenção é apresentar ao público global uma imagem contemporânea de Minas Gerais, um estado que une tradição, inovação e criatividade.
Minas Gerais no Cenário Internacional
A participação de Minas Gerais no South by Southwest é parte de uma estratégia mais ampla de posicionamento internacional do estado. “A Casa Minas foi idealizada para mostrar ao mundo o que temos de mais genuíno: nossa cultura, nossa música, nossa criatividade e a força da nossa gastronomia. Ao expor essa diversidade em um dos maiores eventos globais de inovação, evidenciamos que a cultura mineira é um ativo estratégico que pode abrir portas para turismo, parcerias e novos negócios”, afirmou a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.
A programação cultural é rica e diversificada, reunindo diferentes gerações e estilos da cultura mineira. Um dos momentos altos deste domingo foi a apresentação do aclamado Toninho Horta, uma lenda do Clube da Esquina. No palco da Casa Minas, o músico interpretou clássicos como Durango Kid, Beijo Partido e Travessia, além de uma interpretação solo de Moon River, apresentando ao público internacional a sofisticada musicalidade que caracterizou épocas da música brasileira.
Novas Vozes da Música Mineira
A nova cena musical mineira também fez sua aparição. A cantora e compositora Nath Rodrigues, que se apresentou na festa após o evento de sábado, retornará para uma nova performance nesta segunda (15/03). Como multi-instrumentista e premiada na música brasileira, Nath trouxe ao festival seu show Cordas Gerais, em uma parceria com Acauã Rane. O espetáculo mescla berimbau, guitarra, violino e baixo elétrico, criando sons que amalgamam poesia, ritmos brasileiros e toques contemporâneos.
Outro destaque da programação foi a participação do Favelinha Dance, um grupo originário do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. O coletivo fez sua estreia na Casa Minas e se apresentará novamente no último dia do festival. Com uma trajetória internacional, o grupo já levou suas performances e oficinas a cidades como Londres, Bristol e Paris, apresentando coreografias fundamentadas nas estéticas do funk e nas danças urbanas, representando uma das expressões mais vibrantes da cultura periférica brasileira.
Uma Experiência Cultural Completa
As artes visuais também foram uma parte crucial da experiência, com intervenções de muralismo realizadas ao vivo pelo artista Sérgio Iron, que criou uma obra interativa em sintonia com a energia vibrante do festival.
Na gastronomia, a Casa Minas destacou mais um dos patrimônios culturais do estado. Sob a curadoria dos chefs Carol Fadel e Yves Saliba, o espaço proporcionou um roteiro que começou com o tradicional café da manhã mineiro, repleto de quitandas, cafés especiais e queijos artesanais, e avançou para versões contemporâneas de pratos clássicos da culinária local, acompanhados por cachaças de origem e a autêntica comida de boteco.
