Novos Casos de Mpox em Minas Gerais
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a confirmação de mais dois casos de Mpox, elevando o total para 17 no estado. Os novos pacientes, ambos do sexo masculino, são oriundos das cidades de Belo Horizonte e Manhuaçu. Essa notícia acende um alerta para a população sobre a importância das medidas de prevenção.
No total, Belo Horizonte contabiliza 11 casos, enquanto Contagem reporta três, e as cidades de Formiga, Ribeirão das Neves e Manhuaçu registram um caso cada. Até o momento, todos os pacientes apresentaram evolução positiva e não houve registros de óbitos relacionados à doença, conforme a secretaria.
Contexto da Situação
Em um panorama mais amplo, o Ministério da Saúde já confirmou 140 casos de Mpox em todo o Brasil até 2026, sendo a maioria das infecções entre homens na faixa etária de 30 a 39 anos, totalizando 69% dos casos. Os estados com maior número de infecções incluem São Paulo, que lidera com 93 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (18), Rondônia (11), e Rio Grande do Sul e Santa Catarina (3 cada).
O Que é a Mpox?
A Mpox é uma doença viral zoonótica provocada pelo vírus mpox (MPXV). A transmissão para os humanos pode ocorrer através do contato próximo com indivíduos infectados, especialmente por vias sexuais. O período entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas pode variar de três a 16 dias.
Os sintomas iniciais incluem febre súbita, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. Após aproximadamente três dias, os pacientes podem apresentar erupções cutâneas.
Tratamento e Prevenção
O tratamento da Mpox é focado em medidas de suporte clínico, visando aliviar os sintomas, tratar possíveis complicações e prevenir sequelas. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação é recomendada apenas para grupos de maior risco de desenvolver formas graves da doença. Esses grupos incluem:
- Pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais acima de 18 anos;
- Profissionais de laboratório que lidam diretamente com Orthopoxvírus;
- Pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de prevenção da Mpox é evitar o contato direto com pessoas que apresentem sintomas da doença ou que tenham sido confirmadas como infectadas. Para profissionais de saúde que necessitam realizar atendimentos, é imprescindível o uso de luvas, máscaras e óculos de proteção. Além disso, recomenda-se que indivíduos infectados não compartilhem itens pessoais, como toalhas, roupas e lençóis, para reduzir a propagação do vírus.
