Comissão Parlamentar de Inquérito Reage a Denúncias de Irregularidades
No último dia 17 de janeiro de 2026, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Pará de Minas fez um comunicado importante sobre as investigações referentes ao transporte de pacientes da Secretaria Municipal de Saúde. A comissão decidiu oficialmente solicitar o afastamento da servidora Adriana Franco, gerente de transporte da instituição, após receber denúncias sérias sobre sua conduta no cargo.
Essa decisão ocorreu poucas horas após o presidente da CPI, Cristiano Fernandes, ter desmentido rumores sobre um pedido de afastamento da servidora, considerado por ele como uma “fake news”. No entanto, a confirmação do afastamento logo se seguiu, à medida que os membros da CPI expressaram preocupação com a possibilidade de a funcionária estar interferindo nas investigações.
Cristiano enfatizou que o afastamento é uma medida necessária para que as apurações possam prosseguir de maneira transparente e eficiente. O vereador Leo Xavier, que foi o responsável pela criação da CPI, também manifestou seu apoio à decisão e mencionou que, se estivesse em suas mãos, o afastamento já teria ocorrido desde o início das investigações.
Denúncias de Irregularidades no Transporte de Pacientes
A CPI está no aguardo de uma resposta da prefeitura sobre o pedido de afastamento, que deve ser apresentada na próxima segunda-feira. As acusações contra a servidora incluem uso indevido de veículos públicos, favorecimento em agendamento de viagens e interrupções injustificadas do serviço de transporte, algo que fere os direitos de pacientes que dependem desse serviço essencial.
Além disso, têm surgido relatos de transporte inadequado de pessoas com doenças transmissíveis, sem a observância dos protocolos de segurança necessários. Curiosamente, muitos dos atendimentos só teriam sido realizados após a pressão nas redes sociais, levantando ainda mais questões sobre a eficácia e a ética na gestão do transporte da saúde municipal.
A situação gerou um clima de tensão entre os membros da CPI, que buscam assegurar que todas as denúncias sejam devidamente avaliadas e que a confiança no sistema de saúde local não seja comprometida. A CPI se compromete a continuar monitorando de perto o desenrolar das investigações, ansiosos por esclarecer os fatos que cercam essa problemática.
Adriana Franco, a servidora em questão, foi contatada pelo Jornal da Manhã para comentários, mas optou por não se pronunciar a respeito das alegações que a envolvem. A falta de manifestação da servidora pode ser vista como uma estratégia para evitar complicações legais futuras enquanto as investigações estão em andamento.
A CPI segue ativa, dedicando-se a investigar a veracidade das denúncias e a garantir que a saúde pública não seja afetada por possíveis irregularidades. A expectativa agora é por respostas por parte da prefeitura e a definição dos próximos passos a serem tomados por parte do legislativo municipal.
