Crescimento entre Eleitores Independentes
Em meio a questionamentos sobre a viabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno contra Lula, aliados do senador se sentiram incentivados pelos resultados de uma pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 14. Os números revelam um panorama que pode alterar a percepção sobre a capacidade de Flávio em conquistar o eleitorado independente, fundamental para o cenário eleitoral.
No centro das discussões, encontram-se as preocupações do Centrão sobre a dificuldade do senador em angariar votos de eleitores posicionados mais ao centro do espectro político. Contudo, a pesquisa mostrou um recorte otimista: a rejeição a Flávio entre esses eleitores independentes, que não se identificam nem como lulistas nem como bolsonaristas, caiu de 69% para 61% entre dezembro e janeiro. Esse índice é numericamente inferior aos 62% de rejeição que Lula enfrenta nesse mesmo segmento.
Além disso, houve um avanço significativo no apoio a Flávio: os eleitores independentes que afirmaram que votariam nele para presidente aumentaram de 14% para 25%. Essas mudanças, enquanto ainda tímidas, demonstram que Flávio está conseguindo fisgar a atenção desse público, que representa uma parcela importante do eleitorado.
Avaliação sobre a Indicação do Candidato
A pesquisa também revelou que 36% dos independentes acreditam que Jair Bolsonaro fez a escolha acertada ao indicar seu filho para a candidatura, um aumento em relação a 28% do mês anterior. Em contrapartida, a percepção de que a escolha foi um erro do ex-presidente caiu de 56% para 48%, indicando uma leve recuperação na imagem de Flávio entre esses eleitores.
Apesar dos sinais de melhora, Flávio ainda enfrenta desafios significativos. Mesmo com a queda na rejeição e o aumento na intenção de votos, o senador mantém uma desvantagem clara em uma disputa direta com Lula. No cenário de um segundo turno, a pesquisa aponta que 37% dos eleitores independentes preferem Lula, enquanto apenas 21% votariam em Flávio. Além disso, 37% dos entrevistados afirmam que não votariam em nenhum dos dois candidatos, e 5% ainda se mostram indecisos.
Diante desse quadro, a ascensão de Flávio entre os independentes pode ser vista como um sinal de esperança para seus aliados, embora o caminho até a eleição ainda pareça desafiador. A capacidade do senador de conquistar esse eleitorado crucial poderá definir seu futuro nas urnas e o impacto que terá nas eleições vindouras.
