Minas Gerais Mostra Desempenho Positivo em Serviços
Em um cenário onde a média nacional apresenta desafios, o volume de serviços em Minas Gerais, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13), avançou 1,0% em novembro de 2025. Este crescimento se torna ainda mais significativo após um recuo de 0,2% registrado no mês anterior. Portanto, Minas Gerais destaca-se como uma exceção notável nas estatísticas nacionais.
Na comparação anual, em relação a novembro de 2024, os serviços no estado também mostraram crescimento de 1,0%, embora esse número fique aquém da variação positiva de 2,5% observada em todo o Brasil. No acumulado de 2025, o volume de serviços em Minas Gerais subiu 0,3%, contrastando com um aumento médio nacional de 2,7%.
Desempenho Regional e Setorial
Em um panorama comparativo, 17 das 27 unidades da federação registraram quedas no volume de serviços em novembro. Os estados que se destacaram positivamente, além de Minas Gerais, foram São Paulo com 0,3%, Pará com 2,6% e Pernambuco com 1,3%. Por outro lado, o Rio de Janeiro enfrentou a maior retração, com 1,4%, seguido pelo Distrito Federal com uma queda de 3,4%, Bahia com 1,5% e Amazonas com 3,0%.
O crescimento em Minas Gerais foi impulsionado, principalmente, pelo grupo de “outros serviços”, que inclui atividades utilitárias, com um aumento expressivo de 19,4%. Os serviços de informação e comunicação também contribuíram positivamente, avançando 1,1%. Contudo, o segmento de Transportes, que abrange serviços auxiliares e correio, apresentou um recuo de 1,1%, evidenciando as dificuldades enfrentadas nesta área.
Expectativas para o Futuro
De acordo com o observatório econômico da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), esses resultados sustentam a expectativa de um crescimento moderado para o setor de serviços no estado, que ainda é inferior ao desempenho nacional. O relatório da Fiemg observa que essa situação reflete, em grande parte, os impactos negativos nos serviços de transportes e armazenamento, além da queda na demanda por serviços profissionais, tanto administrativos quanto em outras áreas.
Os especialistas da Fiemg sugerem que essa dinâmica está relacionada aos efeitos em cadeia que surgem da desaceleração das atividades produtivas, especialmente na indústria. Contudo, eles ressaltam uma notável resiliência do setor de serviços frente ao desaquecimento que se observa em outros segmentos da economia, sinalizando a capacidade de adaptação e inovação do setor em tempos difíceis.
