Investigação em Foco
A Polícia Civil de Minas Gerais está intensificando as investigações sobre o desaparecimento de Alice Maciel Lacerda Lisboa, uma menina de apenas quatro anos. O caso, que chocou a comunidade local, continua a receber atenção especial das autoridades e do público, com a colaboração da família na busca por respostas. Neste domingo (1º), a polícia declarou que as apurações buscam esclarecer se a criança foi vítima de um rapto ou se, de fato, saiu sozinha e se aventurou pela mata.
A divergência nas versões sobre o que pode ter acontecido gerou certa confusão entre os familiares. Luiz César Gomes de Moraes, avô de Alice, mantém a crença de que a neta possa ter desaparecido por conta própria. Em contrapartida, sua esposa, Andreia Maria do Vale, levanta a possibilidade de que a criança tenha sido sequestrada, argumentando que alguém poderia ter se assustado com a ampla repercussão do caso, já que Alice não tinha o hábito de explorar a área da mata.
A menina, que é autista não verbal, ficou desaparecida por cerca de 48 horas na região do distrito de Bituri, localizado na zona rural de Jeceaba, Centro de Minas Gerais. Felizmente, Alice foi encontrada também neste sábado (31) por um dos voluntários que estavam ajudando o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar nas buscas intensivas.
De acordo com o relato do voluntário, ele conseguiu sinalizar sua localização através de assobios para um colega e, em seguida, ouviu o que parecia ser um grito da criança. Com alguns arranhões, Alice foi prontamente levada a um hospital, onde recebeu cuidados, incluindo a administração de soro, passou por exames médicos, foi alimentada e, felizmente, recebeu alta logo em seguida.
O desfecho desse caso destaca a importância do envolvimento da comunidade em ações de busca e resgate, além de levantar questões sobre a segurança das crianças em áreas mais isoladas. As teorias sobre o que realmente aconteceu com Alice continuam a ser debatidas, e a família aguarda com esperança que a verdade venha à tona, assim como muitos moradores da região que se mostraram solidários durante todo o processo.
