Desempenho Econômico e Queda do Desemprego
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,1% no trimestre até dezembro de 2025. Essa queda é significativa, tendo em vista que no trimestre anterior, encerrado em setembro, a taxa era de 5,6%. Com esse novo registro, o índice encerra o ano com uma média de 5,6%, ambos os números sendo os mais baixos desde o início da série histórica, em 2012.
As expectativas do mercado financeiro se confirmaram, uma vez que a mediana das projeções apontava para uma taxa de 5,1% para o trimestre que se encerrou em dezembro, com previsões variando entre 5% e 5,4%. No entanto, não havia estimativas para a média anual.
Dados da Pnad Contínua
Essas informações fazem parte da Pnad Contínua, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, que analisa tanto atividades formais quanto informais e considera a população a partir dos 14 anos. Analistas atribuem o baixo índice de desemprego a diversos fatores, sendo o mais destacado a recuperação econômica impulsionada por medidas de estímulo do governo federal.
A demografia também desempenha um papel crucial. O envelhecimento da população faz com que muitos brasileiros deixem o mercado de trabalho, reduzindo assim a pressão sobre a taxa de desocupação. Vale lembrar que, para ser considerado desempregado, não basta apenas não ter emprego; é necessário estar ativamente em busca de trabalho.
“O Brasil está com desemprego zero para quem quer trabalhar”, afirma o proprietário da construtora Bueno Netto, ressaltando que a criação de vagas, especialmente nas áreas tecnológicas, tem impacto significativo. Um estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) sugere que o trabalho em aplicativos pode reduzir a taxa de desemprego em até 1 ponto percentual.
Expectativas Futuras e Cenário Econômico
Antes da divulgação dos dados, as previsões dos economistas apontavam para uma taxa de desemprego em torno de 6% ao final de 2026, considerado um percentual baixo para os padrões brasileiros. A trajetória de recuperação do emprego e da renda é evidente, porém o cenário atual é marcado por juros elevados, fator que pode desacelerar a economia e, consequentemente, a geração de novos postos de trabalho.
Presidentes do país reafirmaram que o foco deve ser manter a inflação em níveis controlados, além de promover o crescimento salarial e a geração de empregos.
Esclarecendo o Conceito de Desemprego
Desemprego é definido como a condição de pessoas com 14 anos ou mais que estão sem trabalho, mas disponíveis e buscando ativamente por emprego. Para ser considerado desempregado, é essencial que o indivíduo se empenhe na procura por oportunidades de trabalho.
Pnad Contínua: O Monitoramento da Força de Trabalho
A Pnad Contínua é a principal ferramenta utilizada para acompanhar a força de trabalho nacional. De acordo com o IBGE, a pesquisa abrange 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, com visitas trimestrais realizadas por aproximadamente 2.000 entrevistadores.
Medindo a Taxa de Desemprego
A taxa de desemprego reflete a porcentagem de pessoas na força de trabalho que estão sem emprego. A força de trabalho inclui tanto os desocupados quanto os ocupados, sendo que estes últimos são aqueles que exercem funções, formais ou informais, com ou sem carteira assinada.
Compreendendo o Baixo Nível de Desemprego
O baixo nível de desemprego pode ser atribuído a um mercado de trabalho aquecido, resultado das atividades econômicas em expansão no Brasil. Fatores demográficos e avanços tecnológicos também têm contribuído para essa tendência, conforme afirmam os analistas.
Impactos do Desemprego em Baixa na Economia
Com um maior número de pessoas empregadas, a expectativa é que o consumo aumente, uma vez que a população terá mais renda disponível. Contudo, isso pode gerar uma pressão inflacionária, dado o aumento na demanda por bens e serviços.
Atualmente, o Banco Central elevou a taxa básica de juros para 15% ao ano, uma medida que visa conter a inflação e esfriar o consumo.
