A Deixa de uma Lenda do Teatro Brasileiro
Teuda Bara, uma figura emblemática da cena teatral do Brasil, faleceu recentemente, deixando um legado que ressoará por muitos anos. Conhecida por seu humor afiado e sua contagiante gargalhada, a atriz foi uma presença constante nos palcos do Grupo Galpão e atuou também no cinema e na televisão. Sua trajetória atravessou fronteiras, levando a arte brasileira a diferentes públicos.
“A partida de Teuda é uma perda incalculável para o Grupo Galpão, para o teatro brasileiro e para todos que tiveram o privilégio de compartilhar momentos ao seu lado. A gratidão pela alegria e a luz que ela irradiou ao longo de sua vida é profunda. Caminhar ao lado dela foi, sem dúvida, um presente — um exercício diário de amor, generosidade e coragem artística”, destacou um representante do Grupo Galpão, ressaltando o impacto que a atriz teve na vida de tantos.
O governo de Minas Gerais também expressou seu pesar, através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e da Fundação Clóvis Salgado. “Com profunda tristeza, homenageamos Teuda Bara (1941-2025), que nos deixou neste dia tão significativo, o Natal. Teuda, uma voz poderosa do teatro mineiro, teve um papel fundamental no Brasil e no exterior, sendo tão essencial para o Grupo Galpão quanto Milton Nascimento é para o Clube da Esquina. Sua versatilidade a levou a brilhar em diferentes formatos, incluindo sua participação no espetáculo K.Á, da companhia canadense Cirque Du Soleil”, afirmou um porta-voz da Secretaria.
Teuda Magalhães Fernandes, seu nome verdadeiro, adotou o nome artístico Teuda Bara, inspirado pela atriz norte-americana Theda Bara. Este sobrenome não apenas homenageia uma grande artista, mas também reflete a rica trajetória de Teuda, que conquistou várias gerações e acumula uma vasta coleção de prêmios por seu trabalho. O Grupo Galpão e o Palácio das Artes, locais onde frequentemente se apresentou, sentem a falta de sua energia vibrante e de seu talento inigualável. “No Circo do Céu, a constelação ganha uma nova estrela”, complementou o comunicado.
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, também manifestou seu luto, enfatizando a importância de Teuda para a história do teatro da cidade. “Teuda foi uma das fundadoras do Grupo Galpão e sua influência ajudou a moldar uma das fases mais significativas do nosso teatro. Seu compromisso com a arte e sua força criativa deixaram uma marca indelével. Sua morte é uma perda irreparável para a cultura nacional, mas seu legado persiste nas obras e nas transformações que promoveu”, disseram representantes da Prefeitura.
Em depoimentos emocionantes, amigos e colegas de Teuda ressaltaram seu papel como uma figura familiar dentro do grupo. “Teuda era como uma irmã, alguém em quem podíamos confiar. Ela viveu todas as experiências e aventuras conosco. Perdemos não apenas uma amiga, mas uma verdadeira família”, compartilhava um dos companheiros de carreira.
A saúde de Teuda vinha se deteriorando nos últimos dias, mas muitos ainda mantinham esperança. “Ela sempre foi uma mulher forte e determinada, atuando até dois dias antes de ser internada. Todos que a conheciam sabiam de sua força. Estávamos no hospital quando recebemos a notícia de sua morte. Contudo, seu legado é imenso”, refletiu uma pessoa próxima, trazendo à tona a essência da artista que muitos não esquecerão.
