Encontro com Influenciadores em Belo Horizonte
A ministra Macaé Evaristo se reuniu com influenciadores digitais de Minas Gerais nesta segunda-feira (16) em Belo Horizonte (MG). O objetivo do encontro foi divulgar programas, projetos e ações desenvolvidas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Esta pasta é responsável pela articulação interministerial e intersetorial das políticas de promoção e proteção dos direitos humanos no Brasil.
Durante a reunião, Macaé ressaltou a importância do MDHC em abordar temas fundamentais relacionados aos direitos humanos. A ministra destacou que, embora algumas pautas sejam impopulares, o ministério tem se empenhado na promoção de debates sobre essas questões. “Defendemos pautas difíceis, especialmente em momentos em que há receio sobre elas. Contudo, temos enfrentado esses desafios através de políticas públicas”, enfatizou.
Conferências Nacionais e Políticas Públicas
Macaé também relembrou a realização, em 2025, de três conferências nacionais significativas que buscaram integrar a participação social na construção de políticas públicas. As conferências foram: a 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+; a 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos; e a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.
As atribuições do MDHC incluem a formulação de políticas e diretrizes voltadas à promoção dos direitos humanos, abrangendo a proteção da pessoa idosa, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, indivíduos em situação de rua e outros grupos sociais vulneráveis. A ministra enfatizou que o ministério é responsável por articular políticas e apoiar iniciativas de defesa dos direitos humanos, além de promover a educação em direitos humanos e combater todas as formas de violência, discriminação e intolerância, questões que ainda enfrentam resistência em muitos estados e municípios.
Reflexões sobre a Humanidade e Dignidade
Macaé Evaristo destacou que as pautas discutidas pelo MDHC são essenciais para garantir a dignidade de uma ampla parcela da sociedade brasileira. “O que está em jogo hoje é a nossa humanidade. A discussão é sobre quem tem o direito de ser considerado humano neste país e no mundo”, defendeu. Para ela, o contexto atual de desumanização é um fator que legitima a guerra e o tratamento desigual das populações mais vulneráveis.
No final do encontro, a ministra ressaltou a importância da emancipação e soberania, fazendo uma analogia entre a política que ocorre fora das redes sociais e o debate político no ambiente digital. Segundo ela, essa discussão é crucial no contexto atual, pois pode influenciar comportamentos e opiniões, além de combater discursos de ódio e desinformação.
Participação dos Influenciadores e Aula Magna na UFMG
Entre os influenciadores presentes, destacaram-se Ana Elisa, Babi Amara, Zotha, Thiago Daniel, Monge7, Livia Teodor, João Saraiva, Filipe Gibran, Lorrayne Batista, Tatiana Sansi, Bruno Ricci, Thalita Ferreira, Patrícia Santos, Lurian Leite, Rodrigo Hazeite, Gabriela Domingues e o projeto Minha BH, que visa uma Belo Horizonte mais justa.
Após o encontro, Macaé Evaristo ministrou uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), intitulada “Reflexões sobre os Direitos Humanos como Fundamento do Estado Democrático de Direito”. Durante a palestra, a ministra dialogou com estudantes de pós-graduação sobre os desafios atuais da agenda de direitos humanos, ressaltando o papel fundamental das novas gerações na defesa da democracia e da dignidade humana. “É gratificante ver tantos jovens interessados nessa agenda tão crucial. Isso nos enche de esperança, pois sabemos que uma nova geração está pronta para assumir essa luta”, declarou.
Avanços na Legislação e Compromisso Coletivo
Ao longo da sua exposição, a ministra também abordou as recentes melhorias na legislação brasileira, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Ela destacou a aprovação do ECA digital, que entra em vigor nesta terça-feira (17), e que busca responsabilizar plataformas que permitem a disseminação de conteúdos prejudiciais. “Esse é um avanço significativo, pois as plataformas muitas vezes ignoravam a gravidade da situação, atribuindo a responsabilidade apenas às famílias”, explicou.
Para encerrar, a ministra fez um apelo aos novos juristas para que assumam a defesa dos direitos humanos como um compromisso coletivo. “Se não construirmos direitos humanos para todos, não haverá direitos para ninguém. Precisamos encarar essa luta com coragem e reivindicar o mundo para nós, combatendo qualquer forma de ódio”, concluiu.
