Uma Exposição que Transcende Fronteiras
O Palácio das Artes, em Belo Horizonte, dá início à sua programação de 2026 com a aguardada exposição do escultor Ricardo Carvão Levy, intitulada “Forma, Espaço e Matéria!”. A mostra, que será aberta ao público no dia 8 de janeiro e ficará em cartaz até 12 de abril, traz à tona a relação intrigante entre carvão e diamante, ambos compostos de carbono, mas com estruturas e significados distintos. Essa ideia é explorada de forma única por Carvão Levy, que tem um carinho especial pelo local, onde realizou sua primeira exposição individual em 1979.
Natural de Belém do Pará e radicado em Minas Gerais há mais de seis décadas, o artista reflete em suas obras a dualidade entre a natureza e a urbanidade. “A criação é meu oxigênio. Sem ela, algo essencial me falta”, afirma Carvão Levy, que tem sua trajetória marcada pela exploração de materiais diversos e pela constante reinvenção de suas técnicas e estilos.
Detalhes da Exposição
A nova exposição ocupará a Galeria Aberta Amilcar de Castro e contará com uma impressionante reprodução de sua obra mais emblemática, a escultura “Monumento à Paz”, que com 24 metros de altura e 92 toneladas, se destaca na Praça do Papa. Além disso, a mostra apresenta a Série Cubismo, composta por oito esculturas em aço oxidado, e a instalação “O Último Suspiro da Mata”, que reúne 18 esculturas feitas com materiais reciclados. No Café do Palácio, duas esculturas da mesma série estarão suspensas, em uma exibição que provoca o olhar do público.
Outra parte da exposição ocorrerá no Passeio Niemeyer, que abrigará a Série Tubismo, com sete esculturas criadas a partir de filtro de poço artesiano, uma técnica que revela a resiliência do artista ao trabalhar com materiais descartados. Nos jardins internos do Palácio, a Série Cubismo será novamente representada por uma escultura que combina tela de aço, alumínio e policromia.
Patrocínio e Apoio Cultural
A exposição “Forma, Espaço e Matéria” é realizada em parceria com o Ministério da Cultura, o Governo de Minas Gerais e outras instituições como a Cemig, que atua como mantenedora da Fundação Clóvis Salgado. Este apoio reforça a importância da arte e da cultura na formação da identidade mineira e brasileira, com a proposta de democratizar o acesso à arte.
Ricardo Carvão Levy, que se considera mineiro de coração, tem suas raízes artísticas nas tradições pré-colombianas e na rica paisagem amazônica. Suas obras, que incorporam elementos de geometria e simbolismo, são um reflexo profundo de sua vivência e de suas experiências, como a viagem ao México que o impactou na juventude, despertando a força cultural que permeia seu trabalho.
Visitação e Informações
A abertura da exposição ocorrerá em 8 de janeiro, às 19h, e a visitação ocorrerá de terça a sábado, das 9h30 às 21h, e aos domingos, das 17h às 21h. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é livre, o que torna a mostra acessível para todos. O Palácio das Artes, localizado na Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, se destaca como um dos principais centros culturais de Minas Gerais, integrando o Circuito Liberdade, que promove diversas formas de manifestações artísticas em sinergia com o turismo.
Para mais informações, é possível acessar o site da Fundação Clóvis Salgado.
