Fila e Atrasos na Superintendência de Saúde
A Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia enfrentou uma situação caótica nesta quinta-feira (19), quando uma queda no sistema gerou filas imensas, atrasos no atendimento e muitas reclamações. Usuários da unidade localizada no bairro Martins relataram que mais de 200 pessoas estavam na fila, enquanto pelo menos 180 senhas já haviam sido distribuídas durante o período em que a plataforma esteve fora do ar.
Esse serviço é crucial, pois oferece medicamentos gratuitos de uso contínuo, incluindo aqueles que exigem receita médica e medicamentos obtidos por decisões judiciais.
Os problemas começaram logo nas primeiras horas da manhã. Pacientes que tinham horários agendados para as 7h ainda aguardavam a liberação da medicação após mais de três horas de espera. Um usuário, que não quis se identificar, chegou em torno das 10h para buscar o remédio da mãe e encontrou uma fila com cerca de 250 pessoas à sua frente.
“Disseram que parte dos remédios iria para as UAIs, mas o da minha mãe é aqui. Hoje informaram que o sistema caiu. Agora está funcionando, mas já existem mais de 200 pessoas esperando desde cedo”, relatou o usuário.
Ainda segundo ele, desde o final do ano passado, o processo de retirada de medicamentos passou a ser feito mediante agendamento. Caso o paciente perca o horário, deve reagendar pelo aplicativo. “Se eu precisar ir embora, terei que reagendar. No mês passado, perdi e só consegui uma vaga para hoje. Se perder hoje, talvez só consiga para o próximo mês. Minha mãe precisou comprar o remédio porque não conseguiu pegar aqui”, explicou.
A situação se complicou ainda mais, pois o sistema retornou à normalidade apenas por volta das 11h, mas até aquele momento, pacientes de diferentes horários continuavam esperando na mesma área.
Atrasos e Descontentamento dos Usuários
O pedreiro Luiz Carlos chegou às 7h para buscar a medicação da esposa. Ele destacou que, apesar de o sistema de agendamento ter melhorado a organização do atendimento, o dia estava sendo excecionalmente difícil: “Antes do agendamento, era um caos. Chegávamos a ficar quatro ou cinco horas esperando. Agora, normalmente, a espera é de 30 a 40 minutos. Contudo, hoje, já passa das 10h e ainda não fui atendido”, comentou.
Luiz ainda relatou que a informação recebida foi de que o problema estava relacionado à conexão com Belo Horizonte. “Disseram que faltava internet e que não era culpa aqui da unidade”, completou.
Jaqueline Silva Ferreira, que mensalmente busca medicamentos para sua mãe com problemas pulmonares, também expressou sua insatisfação: “É muito demorado. O agendamento melhorou pouco. Essas bombinhas não foram para a unidade do meu bairro, e precisamos vir até aqui”, lamentou. Ela chegou cerca de meia hora antes do horário marcado, previsto para às 11h, mas deparou com atrasos. “Hoje, com o sistema fora do ar, a situação está ainda mais complicada. Se houvesse unidades em nossos bairros, a situação seria melhor”, concluiu.
Usuários relataram que, em alguns casos, a espera ultrapassou cinco horas nesta quinta-feira. A frustração com a situação era palpável entre aqueles que dependem do serviço para garantir a continuidade de seus tratamentos.
Nota da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) se pronunciou sobre o ocorrido. Através de uma nota, a Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia esclareceu que a instabilidade foi causada por uma falha no sistema de proxy de internet. O problema começou às 19h do dia 13 de fevereiro e persistiu até por volta das 10h desta quinta-feira (19), momento em que os atendimentos foram normalizados assim que a conexão foi restabelecida.
