A Celebração de Dois Ícones Mineiros
O Fusca e o queijo são, sem dúvida, ícones que representam a rica cultura de Minas Gerais. Celebrados no dia 20 de janeiro, que marca tanto o Dia Nacional do Fusca quanto o Dia Mundial do Queijo, esses símbolos vão muito além de suas características físicas. Eles são parte da memória cultural e econômica do estado, trazendo consigo histórias e tradições que encantam gerações.
O queijo Minas Artesanal, um alimento com raízes que remontam a séculos, é fundamental na culinária do estado. Por outro lado, o Fusca, que popularizou o acesso ao automóvel, é considerado um símbolo de simplicidade e resistência. Juntos, esses elementos constroem um patrimônio cultural que reverbera profundamente na identidade mineira.
Reconhecimento pela Unesco
Recentemente, em dezembro de 2023, os métodos tradicionais de produção do Queijo Minas Artesanal (QMA) foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Essa honraria destaca a importância de uma tradição que se mantém viva há mais de trezentos anos, regida por práticas que incluem a utilização de leite cru e a produção artesanal, refletindo o compromisso dos produtores com a qualidade e a autenticidade.
Segundo dados da Emater-MG, a agroindústria familiar de Minas Gerais produziu aproximadamente 43 mil toneladas de queijo em 2025. Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora da Emater-MG, destaca que essa produção artesanal é vital para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais, contribuindo para a preservação da cultura local e a economia regional.
A Diversidade das Regiões Produtoras
Atualmente, Minas Gerais abriga dez regiões oficialmente reconhecidas como produtoras de Queijo Minas Artesanal. Essa diversidade não apenas enriquece a gastronomia local, mas também fortalece a identidade cultural do estado, mostrando como cada região tem suas particularidades e modos de preparo.
Por outro lado, o Fusca começou sua trajetória de produção no Brasil em 1959 e rapidamente se tornou um verdadeiro ícone entre os mineiros. Com mais de 21,5 milhões de unidades fabricadas, o carro não só facilitou o acesso à mobilidade, mas também se transformou em um símbolo de resistência, especialmente em um país de contrastes econômicos.
Fusca: mais que um automóvel
Em Uberlândia, o comerciante Jalel Salem Barbar, conhecido antigomobilista, possui uma coleção de seis Fuscas. Para ele, esse carro é muito mais do que um simples meio de transporte; é um patrimônio cultural que traduz a memória e a simplicidade do povo mineiro. A ligação emocional que os mineiros têm com o Fusca é evidente e se reflete em histórias de famílias que, ao longo dos anos, cruzaram as estradas do estado em seus veículos.
A relação entre o Fusca e o queijo vai além das aparências. Ambos possuem um caráter robusto e acessível, representando um valor simbólico que se intensifica com o passar do tempo. No interior de Minas, essa conexão é facilmente perceptível, com os Fuscas transitando pelas estradas de terra e o queijo presente nas mesas das famílias, reafirmando uma cultura que valoriza suas raízes.
Um Patrimônio Cultural Vivo
Assim, Fusca e queijo não são apenas produtos; são símbolos que resistem ao tempo e permanecem firmes na memória afetiva dos mineiros. Com um apelo que une tradição e modernidade, eles representam uma Minas Gerais que, respeitando seu passado, também se projeta para o futuro. Em cada roda do Fusca e em cada pedaço de queijo, há uma história de amor, resistência e a força de um povo que valoriza sua identidade cultural.
