Reunião Urgente para Desbloquear Recursos Necessários
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está enfrentando críticas pela demora no repasse de verbas federais destinadas às instituições de saúde filantrópicas da cidade. Em resposta a essa situação, a Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) se reuniu nesta segunda-feira (2) com a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas-MG). Este encontro se tornou uma necessidade urgente, uma vez que as instituições estão enfrentando graves dificuldades financeiras devido à falta de recursos.
Entre as unidades de saúde que participaram da reunião estavam a Santa Casa de Belo Horizonte, o Hospital Sofia Feldman, o Hospital São Francisco, o Hospital da Baleia e o Hospital Evangélico. Os diretores e gestores dessas instituições relataram que a situação é crítica, com dificuldades para pagar os funcionários, adquirir insumos básicos e manter os serviços operacionais funcionando adequadamente.
Outro ponto de preocupação discutido durante o encontro foi a chegada do carnaval, um evento que costuma atrair cerca de 6 milhões de foliões às ruas da capital mineira. A expectativa é que esse aumento na população flutuante resulte em uma demanda ainda maior pelos serviços de saúde, o que agrava ainda mais a urgência para a liberação dos recursos. O superintendente da SRTE, que participou da reunião, afirmou que tomará a iniciativa de contatar a PBH para estabelecer uma data específica para a realização desses repasses.
Próximos Passos e Expectativas
Uma nova reunião já está agendada entre a SRTE, os representantes dos hospitais filantrópicos e a PBH, que deverá ocorrer após o carnaval. O objetivo desse encontro será discutir o andamento dos repasses e preparar as instituições para a alta demanda esperada durante a festividade. A equipe de reportagem entrou em contato tanto com a prefeitura quanto com a Federassantas-MG e aguarda um retorno sobre as questões levantadas.
A situação é preocupante, e as instituições estão mirando na resolução rápida para conseguir garantir a continuidade do atendimento à população. A luta por recursos é um reflexo da realidade enfrentada por muitos hospitais filantrópicos, que desempenham um papel crucial na saúde pública de Minas Gerais.
