IA e Criatividade: Uma Parceria em Crescimento
Pautas relacionadas à tecnologia, dados e inteligência artificial estão em alta, tanto nas discussões entre especialistas quanto nas estratégias empresariais. Até 2026, a expectativa é que a inteligência artificial (IA) se consolide como uma valiosa aliada nos processos criativos, trabalhando em harmonia com a criatividade humana.
Um estudo conduzido pela MIA, plataforma de inteligência do IEG, revela que a IA generativa já é parte do cotidiano da maioria dos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs). A pesquisa indica que 58% das empresas entrevistadas utilizam a tecnologia, enquanto 29% estão em fase de teste. Apenas 10% afirmam que ainda não implementaram a IA generativa, mas têm planos de fazê-lo, enquanto 4% não têm intenção de adoção.
De acordo com Pedro Moi, sócio do IEG e responsável pela MIA, os dados demonstram uma mudança significativa no mercado, onde as organizações estão avaliando as aplicações, os riscos e os benefícios da tecnologia antes de expandir seu uso. “A IA generativa tem se firmado como uma ferramenta estratégica nos CSCs. Sua adoção resulta em maior produtividade e qualidade nas entregas, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades mais analíticas e estratégicas, enquanto algoritmos e análises preditivas aprimoram a tomada de decisões”, analisa.
A Integração entre Criatividade e Dados
Outro avanço importante citado por Moi é a crescente integração entre criatividade e dados. Ele prevê que, em 2026, as decisões criativas serão cada vez mais fundamentadas em informações objetivas, como o comportamento do consumidor, análises de cenários e indicadores de desempenho. No entanto, a pesquisa também revela um desafio significativo: 69% dos CSCs ainda não contam com equipes dedicadas à inteligência de dados.
Esse cenário, segundo o especialista, reflete um descompasso entre a demanda por decisões mais orientadas por dados e a estrutura disponível nas organizações. “Embora a tecnologia, a automação e a inteligência artificial estejam avançando rapidamente, a falta de equipes especializadas pode limitar a capacidade de transformar dados em insights acionáveis e suporte à decisão”, destaca Moi.
Ele acrescenta que os CSCs estão passando por um processo de transformação em busca de maior eficiência operacional e maturidade analítica, mas apenas 31% possuem equipes formais de inteligência de dados. “Plataformas de inteligência ajudam líderes a tomarem decisões com base em dados concretos e cenários reais”, afirma.
Criatividade e a Inovação Profissional
A formação de profissionais criativos também está passando por uma transformação que promete mudar o rumo da inovação e dos negócios no Brasil. O Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, aponta a criatividade como uma das habilidades com maior crescimento projetado até 2030.
Segundo Moi, esse cenário reforça a valorização de competências híbridas, que combinam criatividade, pensamento crítico, domínio tecnológico e inteligência emocional. “Nesse novo contexto, a criatividade não é mais vista como um talento inato, mas sim como uma habilidade que deve ser desenvolvida de forma estruturada, através de programas de educação corporativa e experiências imersivas”, explica.
Em um mundo onde os problemas se tornam cada vez mais complexos, a criatividade se torna essencial. O especialista ressalta que os desafios globais exigem um pensamento sistêmico, colaboração e inovação contínua. O uso estratégico da criatividade nas experiências de clientes e colaboradores se transforma em um diferencial competitivo, especialmente em setores que buscam eficiência sem perder a humanização.
O Futuro da Criatividade e as Expectativas do Mercado
Para 2026, espera-se que criatividade, tecnologia e automação caminhem em conjunto, criando experiências mais fluidas e personalizadas, tanto para clientes quanto para equipes internas. A ênfase não estará apenas na eficiência operacional, mas na geração de valor percebido e na conexão significativa com o público.
Por fim, Pedro Moi enfatiza que a criatividade cada vez mais será associada a propósito e impacto. “Consumidores, colaboradores e parceiros passam a esperar que as empresas utilizem a criatividade não só como uma ferramenta comercial, mas também como um meio para promover mudanças positivas e contribuir para um futuro sustentável”, conclui.
