Crescimento do Setor Industrial Mineiro
A produção industrial de Minas Gerais enfrentou uma queda de 4,7% entre novembro e dezembro de 2025. No entanto, esse resultado não foi suficiente para impedir que o setor encerrasse o ano com um desempenho superior à média nacional. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria no estado teve um crescimento de 1,3% no acumulado do ano, enquanto o Brasil registrou uma alta de apenas 0,6%.
Os dados apontam que a queda significativa em dezembro foi impulsionada por uma retração de 5,0% na produção da indústria extrativa. Já a indústria de transformação apresentou uma diminuição de 2,2%. Dentre as 13 atividades que compõem o setor, oito enfrentaram recuo, com os maiores destaques negativos para a metalurgia (-11,1%), fabricação de veículos (-7,7%), produtos de metal (-10,4%) e produção de alimentos (-2,3%).
Resultados Contraditórios em Setores Específicos
Conforme a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o desempenho do mês sinalizou uma forte retração. Contudo, o resultado anual foi sustentado por um crescimento de 3,1% na indústria extrativa e uma leve alta de 0,6% na indústria de transformação, em contraste com os números do cenário nacional. Essa diferença acentuada evidencia a resiliência de alguns segmentos no estado.
No âmbito da indústria de transformação, sete atividades mostraram expansão, com destaque para os veículos, que cresceram 12,1%, seguidos pela metalurgia com 2,1% e produção de alimentos que registrou uma alta de 1,7%. Por outro lado, seis atividades apresentaram recuo. Dentre elas, os derivados de petróleo e biocombustíveis sofreram uma queda de 3,5%, enquanto materiais elétricos registraram uma retração alarmante de 14,0%, e minerais não metálicos mostraram uma diminuição de 6,2%.
Análise da Fiemg sobre o Desempenho Industrial
A Fiemg ressaltou que o resultado reflete um desempenho positivo da estrutura produtiva de Minas Gerais. A entidade observou que a política monetária restritiva tem pressionado segmentos importantes do setor. Os principais afetados foram materiais e equipamentos elétricos e a produção de minerais não metálicos.
“No caso dos materiais elétricos, a produção de bens duráveis continuou a ser impactada pela desaceleração do consumo das famílias. Quanto à produção de minerais não metálicos, o desempenho é limitado pela fraqueza persistente da construção civil em Minas Gerais, em um ambiente de crédito ainda oneroso”, explicou a Fiemg. Além disso, a continuidade da retração da safra de cana-de-açúcar no estado reforçou os efeitos negativos sobre a produção de biocombustíveis.
