Críticas Diretas e Novas Ameaças
O ex-presidente Donald Trump, durante um voo de retorno a Washington na noite de domingo (4), não hesitou em criticar a liderança da Colômbia e tecer comentários sobre a possibilidade de uma intervenção militar. Em suas declarações, Trump se referiu ao presidente colombiano, Gustavo Petro, como ‘um homem doente’ que, segundo ele, tem contribuído para a produção e o tráfico de cocaína. Em meio à tensão, Trump afirmou: ‘A Colômbia também está muito doente, e não vai continuar fazendo isso por muito tempo’. Essas palavras foram ditas enquanto ele estava a bordo do Air Force One, a aeronave oficial dos Estados Unidos.
Quando questionado sobre a viabilidade de uma operação militar contra a Colômbia, Trump não hesitou: ‘Soa bem para mim’. A declaração, que ecoa os tempos de sua presidência, levantou preocupações sobre a possibilidade de um envolvimento militar mais intenso na América Latina.
Reflexões sobre a Situação na América Latina
Além de seus comentários sobre a Colômbia, Trump também direcionou críticas ao governo mexicano, afirmando que ‘precisamos fazer alguma coisa em relação ao México’. O ex-presidente não deixou de mencionar Cuba, assegurando que uma intervenção militar americana pode não ser necessária, dado que, segundo ele, o país enfrenta um colapso iminente: ‘Cuba está prestes a ser nocauteada’.
Essas declarações surgiram logo após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA realizada em Caracas na madrugada do sábado (3). A queda de Maduro trouxe à tona novas questões sobre a estabilidade política na região.
Nova Liderança na Venezuela
Com a saída de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu temporariamente a presidência da Venezuela. Uma decisão do Tribunal Supremo de Justiça do país confirmou sua indicação, com a missão de garantir a continuidade da administração e a defesa nacional. Em um pronunciamento na rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, apoiou a escolha, garantindo que Rodríguez ficará no cargo por um período inicial de 90 dias.
Na mesma noite, Trump afirmou que os Estados Unidos estão ‘no comando’ da situação na Venezuela, embora tenha evitado dar detalhes sobre conversas com a nova liderança interina. ‘Estamos lidando com as pessoas que acabaram de tomar posse’, disse, esclarecendo que seus comentários visavam expressar o controle sobre a situação.
Quarentena do Petróleo e Ações Futuras
Em uma abordagem mais cautelosa, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que os EUA não participarão da governança cotidiana da Venezuela, mas continuarão a aplicar uma ‘quarentena do petróleo’. Essa estratégia, que já estava em vigor, visa pressionar o país a mudar suas políticas. Rubio destacou que essa medida ajudará a interromper o tráfico de drogas e a administrar a indústria petrolífera em benefício da população local.
Enquanto isso, Maduro e Cilia Flores estão detidos nos EUA e aguardam julgamento em um tribunal de Nova York. Na manhã seguinte à sua captura, Trump anunciou que está avaliando os próximos passos a serem tomados, incluindo a formação de um ‘grupo’ para conduzir os assuntos venezuelanos até que uma transição de poder ocorra.
Expectativas no Conselho de Segurança da ONU
Na segunda-feira (5), o Conselho de Segurança da ONU se reunirá para discutir a legalidade da captura de Maduro. O ex-presidente venezuelano deverá ser apresentado a um juiz em Nova York, onde enfrentará acusações relacionadas ao narcotráfico. A expectativa é alta quanto à reação internacional frente a esses eventos, que podem afetar a geopolítica da América Latina nos próximos meses.
