Uma jornada pelo mundo do rock
O jornalista e crítico musical Henrique Inglez de Souza, conhecido por sua atuação em publicações renomadas como “Rock Brigade”, “Guitar Player”, “Rolling Stone”, “Bass Player” e “Bizz”, desde os anos 2000, acaba de lançar o livro “Alto volume: bastidores e conversas com ícones do rock/metal mundial”. Neste trabalho, ele reúne entrevistas que realizou com grandes nomes do rock e do heavy metal ao longo de sua carreira.
A orelha da obra é escrita por Andreas Kisser, guitarrista da famosa banda Sepultura, enquanto o prefácio fica a cargo do jornalista Antonio Carlos Monteiro. O livro traz relatos e trechos inéditos de conversas com 31 personalidades marcantes do universo musical, incluindo figuras como Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister, Slash, Ronnie Wood, Paul Stanley, Gene Simmons, Jason Newsted e Peter Frampton. Esses depoimentos revelam aspectos que nunca foram publicados nas revistas nas quais Souza colaborou.
Escolhas criteriosas e diversidade de estilos
Em entrevista, Henrique explicou que a escolha dos entrevistados foi baseada na relevância histórica de cada artista. “Busquei os nomes mais conhecidos e populares, mas também procurei incluir representantes de diferentes épocas e estilos, diversificando os subgêneros do rock. Embora o foco sejam os astros internacionais, não poderia deixar de incluir, por exemplo, o Andreas Kisser”, comentou.
A relação amistosa entre Souza e o guitarrista do Sepultura permitiu que ele convidasse Kisser para escrever a orelha do livro, após várias entrevistas ao longo dos anos. As conversas que compõem o livro foram realizadas de diversas maneiras: por telefone, e-mail, Skype e encontros pessoais. Nos casos em que teve a oportunidade de se encontrar com os artistas, detalhes sobre esses encontros enriquecem as narrativas.
Experiências marcantes nas entrevistas
Uma das entrevistas que Souza considera especial é a que fez com Slash, guitarrista da icônica banda Guns N’ Roses. “Conversamos em três ocasiões. Em todas, ele se mostrou um cara educado e acessível, em contraste com a imagem de rockstar arrogante que muitas vezes é projetada”, relatou. A primeira entrevista aconteceu logo após a chegada de Slash a São Paulo, e, embora o tempo previsto fosse de apenas cinco minutos, a conversa se estendeu por quase meia hora, pois o músico mostrou interesse genuíno.
Outra experiência notável foi a entrevista com Rudolf Schenker, guitarrista da banda Scorpions. Henrique contou que viajou de Piracicaba a São Paulo para encontrá-lo. No entanto, devido ao trânsito, acabou se atrasando mais de duas horas. O contato que acompanhava a banda informou que já estavam a caminho do Credicard Hall, local do show, e que não haveria mais tempo para a conversa. “O improvável aconteceu: Schenker me convidou para ir na van com eles, onde conversei durante o trajeto e nos bastidores do show. São experiências que guardo com carinho”, afirmou.
A paixão pelo rock
Souza revelou que sua paixão pelo rock e pelo heavy metal começou na infância, influenciado pelos irmãos mais velhos na vibrante década de 1980. “Eu era um grande fã do Kiss”, recordou, enfatizando a importância que a música teve em sua formação. A obra “Alto volume” é não apenas um testemunho de sua trajetória como jornalista, mas também uma celebração da rica cultura do rock e de suas lendárias figuras.