Presidente Lula em Minas Gerais
Na manhã deste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aterrissou em Ubá, na Zona da Mata mineira. A decisão de visitar a cidade se deu em virtude das intensas chuvas que devastaram a região nos últimos dias, resultando em um cenário trágico com dezenas de mortos e milhares de desabrigados. As autoridades locais confirmaram que o número de óbitos já chega a 70, sendo seis deles registrados em Ubá e 64 em Juiz de Fora, onde o presidente pretende se deslocar ainda nesta tarde.
Ao chegar no Aeroporto Presidente Itamar Franco, em Goianá (MG), Lula seguiu de helicóptero rumo a Ubá. O prefeito da cidade, José Damato (PSD), não deixou de compartilhar nas redes sociais imagens da visita do presidente, que estava acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva. A presença de Lula foi vista como um gesto de solidariedade e apoio à comunidade local, fortemente marcada pelo luto e pela necessidade de assistência.
Além dos tristes números, a cidade de Ubá ainda enfrenta o desaparecimento de duas pessoas, e a situação dos desabrigados e desalojados não é menos preocupante: são 25 desabrigados e 396 desalojados. Já em Juiz de Fora, que foi a cidade mais impactada pelas chuvas, o número de desabrigados alcança 700, enquanto os desalojados ultrapassam 3.500, um cenário alarmante que demanda respostas imediatas do governo.
Medidas Emergenciais e Apoio Federal
Em resposta à calamidade, o Ministério da Integração anunciou a liberação emergencial de R$ 11,3 milhões destinados a Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. O ministro Waldez Góes, que também visitou as áreas afetadas, destacou que a verba representa apenas o início do apoio federal, que será fundamental para o restabelecimento dos serviços essenciais, além de facilitar a mobilidade e a limpeza urbana. Essa medida é crucial, uma vez que a Defesa Civil Nacional já reconheceu o estado de calamidade pública não apenas nesses municípios, mas também em Divinésia e Senador Firmino, devido à grave situação de emergência enfrentada.
O compromisso do governo em apoiar as vítimas é um passo importante para a recuperação das comunidades afetadas. Diversas organizações e cidadãos também têm se mobilizado para auxiliar os desabrigados, demonstrando um espírito de solidariedade que é essencial em momentos de crise. No entanto, a recuperação efetiva ainda dependerá da agilidade e eficiência na execução das medidas anunciadas.
Assim como em tragédias anteriores, a resposta à calamidade atual será observada de perto pela população e especialistas, que esperam que as lições do passado ajudem a moldar um futuro mais resiliente. O desafio agora é transformar essas promessas em ações concretas que possam mitigar os efeitos da tragédia e apoiar aqueles que mais precisam.
