Uma Nova Experiência Cultural na Semana Santa
O projeto Luzes no Patrimônio – Caminho Religioso da Estrada Real traz uma proposta inovadora ao iluminar cênicamente 12 igrejas tombadas em cidades históricas de Minas Gerais. As localidades contempladas incluem Ouro Preto, Tiradentes, São João del-Rei, Congonhas, Catas Altas, Santa Bárbara, Caeté, Mariana, Barbacena, Sabará, Diamantina e Itabirito, além do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, que marca o final dessa iniciativa. Integrando-se ao Minas Santa, o projeto propõe uma nova forma de vivenciar o patrimônio religioso, unindo tecnologia, arte e espiritualidade.
A quarta edição do Minas Santa ocorrerá em 2026, como parte de um programa do Governo de Minas Gerais e coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). O projeto conta com o patrocínio da Cemig, realizado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Desenvolvido em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e a Fundação Clóvis Salgado (FCS), a iniciativa consolida Minas como um dos principais destinos turísticos do Brasil durante a Semana Santa. O projeto promove uma fusão de fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo, oferecendo experiências únicas em todas as regiões do estado.
Valorização do Patrimônio Religioso
O Caminho Religioso da Estrada Real, um dos mais importantes roteiros de peregrinação do Brasil, busca transformar a experiência de fiéis, turistas e comunidades locais, especialmente à noite, quando a visibilidade das igrejas é comprometida. A iluminação cênica não só destaca a arquitetura única das igrejas, mas também amplia a dimensão simbólica desses espaços, criando uma atmosfera que intensifica a conexão entre fé, memória e a paisagem local.
Além da iluminação, o projeto incorpora intervenções artísticas que dialogam com a tradição cristã mineira. Obras visuais inspiradas nos 12 apóstolos estabelecem uma ligação simbólica rica entre os templos e a religiosidade do estado. Adicionalmente, performances cênicas realizados nos espaços iluminados intensificam a proposta, proporcionando ao público uma vivência sensorial e contemplativa.
Itallo Gabriel, diretor de Conservação e Restauração do Iepha-MG, ressalta: “O projeto Luzes no Patrimônio revela que a valorização do patrimônio também passa pela forma como percebemos e experienciamos. Ao iluminar igrejas e paisagens históricas, a iniciativa não apenas destaca a materialidade desses bens, mas também potencializa aquilo que é invisível: a fé, a memória e os significados que habitam nesse espaço. A luz, nesse contexto, atua como mediadora, revelando camadas simbólicas e ampliando a conexão entre as pessoas e o patrimônio.”
Lista das Igrejas Iluminadas
As 12 igrejas participantes do projeto são: Igreja de São Francisco de Assis (Ouro Preto), Igreja Matriz de Santo Antônio (Tiradentes), Igreja Nossa Senhora do Carmo (São João del-Rei), Igreja Nossa Senhora da Conceição (Congonhas), Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Catas Altas), Igreja Matriz de Santo Antônio (Santa Bárbara), Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso (Caeté), Igreja São Francisco de Assis e Igreja Nossa Senhora do Carmo (Mariana), Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade (Barbacena), Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Sabará), Igreja de São Francisco de Assis (Diamantina) e Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem (Itabirito), além do Santuário de Nossa Senhora da Piedade.
Cemig: Um Pilar da Cultura Mineira
A Cemig, como a maior incentivadora da cultura em Minas Gerais, continua a investir em diversas produções artísticas nas regiões do estado. Fortalecer e impulsionar o setor cultural mineiro é um compromisso da empresa, que reflete sua missão de transformar vidas por meio da energia. Ao apoiar a cultura em toda sua diversidade, a Cemig não apenas potencializa, mas também preserva a memória e a identidade do povo mineiro. Projetos como o Luzes no Patrimônio são uma prova do empenho da Cemig em ampliar o acesso às práticas culturais e promover uma democratização de seus incentivos, sem esquecer da importância da tradição e inovação.
