Estratégia de Crescimento Focado
Bernardo Paiva, ex-CEO da Ambev, lançou recentemente a Machu Picchu Energy, uma marca de energéticos naturais que já fez sucesso nos Estados Unidos. A marca iniciou sua trajetória no mercado brasileiro há cerca de três meses, com vendas concentradas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Atualmente, o produto está disponível em supermercados premium e plataformas de comércio eletrônico.
A expansão da Machu Picchu Energy para Minas Gerais e a região Sul do Brasil é um dos planos da empresa, embora ainda não haja uma data específica para essa movimentação. Neste início de operação, a companhia opera com recursos próprios, sem depender de capital externo, graças aos investimentos de seus três sócios.
Foco na Consolidação e Projeções de Faturamento
A estratégia da Machu Picchu Energy é pautada por um crescimento gradual, priorizando a consolidação da marca nas áreas onde já está presente. A escolha de Minas Gerais e do Sul do Brasil está alinhada à maior disseminação do consumo de erva-mate, ingrediente fundamental do produto. Paiva afirma: “Se a gente entrar no Sul e em Minas, nossa projeção de faturamento será maior que a divulgada.” A previsão é que o faturamento neste primeiro ano de atuação conjunta entre Brasil e Estados Unidos fique entre 5 e 8 milhões de reais.
Em relação ao financiamento da operação, Paiva destaca que “todo investimento é principalmente dos três sócios”, reafirmando que a empresa tem se mantido com recursos próprios. Embora a entrada de investidores não esteja descartada, ele pondera que isso não é prioridade a curto prazo e que qualquer captação deve estar alinhada com a estratégia de crescimento da marca, evitando foco apenas em reforço de caixa.
Inovação e Diferenciação no Mercado de Energéticos
A Machu Picchu Energy se diferencia no mercado por sua composição. O produto é feito com erva-mate e maca peruana, isento de açúcar e compostos artificiais, como taurina sintética e adoçantes. A proposta é apresentar uma alternativa saudável aos energéticos convencionais, normalmente associados a efeitos colaterais e a um perfil de consumo restrito.
O ex-CEO da Ambev evita classificar marcas populares, como a Red Bull, como concorrentes diretas e argumenta que a proposta da Machu Picchu Energy é de complementação ao mercado. “A gente não vai tirar volume, a gente é incremental”, assegura Paiva. Um diferencial da marca é o compromisso social, que destina 1% da receita para iniciativas que ajudam crianças em situação de vulnerabilidade, estabelecendo parcerias com organizações como a Gerando Falcões no Brasil.
Perspectivas Futuras e Sustentabilidade da Marca
Com essa abordagem, a Machu Picchu Energy busca não apenas consolidar sua presença no mercado brasileiro, mas também construir uma imagem sólida e responsável perante os seus consumidores. A escolha de ingredientes naturais e a preocupação com o impacto social são um reflexo da crescente demanda por produtos que priorizam a saúde e a sustentabilidade.
À medida que a marca se prepara para a expansão em Minas Gerais e no Sul, as expectativas são altas, e os sócios acreditam que, ao focar em um modelo de negócios sustentável e ético, conseguirão não apenas atrair clientes, mas também fazer uma diferença significativa nas comunidades em que atuam.
